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Sol Sertão Online
Colunista
O cruzeiro MV Hondius atracou neste domingo (10) nas Ilhas Canárias, na Espanha, para iniciar a operação de desembarque de passageiros e parte da tripulação após um surto de hantavírus. A operação, coordenada pela operadora Oceanwide Expeditions e supervisionada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), visa a repatriação segura dos envolvidos.
Para evitar qualquer contato entre os tripulantes e a população civil, o governo espanhol implementou um protocolo rigoroso. Os passageiros passam por exames iniciais ainda a bordo e são transferidos para terra firme pelo Exército espanhol em embarcações menores. De lá, são transportados em ônibus isolados diretamente para o aeroporto de Tenerife Sul.
O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, destacou que o desembarque ocorre de forma organizada por nacionalidade, priorizando os cidadãos espanhóis, seguidos por grupos destinados a voos para Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica, Irlanda e Países Baixos.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, supervisionou a operação e informou que a cepa do vírus registrada no navio é grave, resultando em três mortes até o momento. Embora tenha reconhecido a gravidade dos casos confirmados, o chefe da entidade tranquilizou a população local, afirmando que o risco para a saúde pública em Tenerife é baixo.
Dos oito casos suspeitos registrados, seis foram confirmados. Entre as vítimas estão uma mulher alemã e um casal holandês. Um cidadão britânico de 69 anos permanece em estado grave em uma UTI na África do Sul.
O hantavírus causa a hantavirose, que em humanos pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). A infecção ocorre principalmente pela inalação de aerossóis provenientes de urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. A doença pode provocar comprometimento cardíaco e a síndrome da angústia respiratória (SARA), não existindo um tratamento específico, sendo necessário o combate aos sintomas em ambiente hospitalar.
Um ponto de atenção para as autoridades sanitárias é o surgimento de suspeitas de contágio em pessoas que não estiveram a bordo do MV Hondius, com casos sob investigação na França, Holanda e Singapura. A OMS trabalha agora para rastrear a origem e a propagação do vírus.
Após a conclusão do desembarque, o navio seguirá para a Holanda, onde será submetido a um processo rigoroso de desinfecção sob a responsabilidade do governo holandês e da empresa operadora.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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