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Sol Sertão Online
Colunista
A amada coxinha brasileira, um dos salgados mais emblemáticos do país, conquistou o 7º lugar no ranking das melhores comidas de rua da América do Sul. A lista, elaborada pela renomada enciclopédia gastronômica TasteAtlas, surpreendeu muitos ao colocar o quitute nacional atrás de iguarias do Peru e da Argentina.
Os seis pratos que superaram a coxinha incluem iguarias como os anticuchos de coração e de peixe do Peru, as empanadas tucumanas e argentinas, o choclo con queso (milho com queijo) também peruano, e o famoso sandwich de lomo da Argentina.
A plataforma TasteAtlas, lançada em 2018 pelo jornalista croata Matija Babić, baseia seus rankings em avaliações de usuários reais. Para garantir a autenticidade dos resultados, a empresa utiliza mecanismos que filtram votos falsos, motivados por patriotismo ou de bots, dando maior peso às análises de usuários considerados mais experientes e conhecedores da culinária.
Este prato tradicional peruano é composto por espetinhos de coração bovino. A carne é marinada em uma rica mistura de óleo, vinagre de vinho tinto, alho, orégano, cominho, sal e pasta de pimenta ají panca. Após absorver os temperos, os cubos de coração são grelhados até ficarem bem cozidos e levemente tostados. Geralmente, são servidos com batata cozida, milho e molho de ají amarillo, sendo a combinação perfeita para uma cerveja gelada.
Diferentes das versões mais comuns, as empanadas de Tucumán são uma especialidade argentina, feitas artesanalmente e reconhecidas pela massa crocante e pelo equilíbrio entre massa e recheio. A massa é preparada com farinha de trigo e gordura bovina, enquanto o recheio pode variar entre carne, frango ou dobradinha, complementado com cebola, ovo cozido, páprica e cominho. As autênticas são assadas em forno de barro e recomendadas com vinho local.
Conhecidas internacionalmente, as empanadas argentinas podem ser salgadas ou doces, com recheios como doce de leite ou marmelo. A massa fina de farinha de trigo é recheada, dobrada e frita ou assada até dourar. As versões mais tradicionais levam carne moída, cebola e especiarias. É importante notar que cada região da Argentina tem seu próprio estilo, como as picantes de Salta ou as maiores de Mendoza. Elas são um símbolo cultural, com as chamadas empanadas criollas tendo sido declaradas Patrimônio Cultural Alimentar.
Similar ao de coração, este prato peruano utiliza espetinhos de peixe branco firme. O peixe é marinado em uma mistura de alho, páprica, sal, vinagre, suco de limão, óleo, cominho e pimenta-do-reino, depois cortado em cubos e grelhado. Servido com batatas cozidas, alface, milho e molho de ají amarillo, é finalizado com gomos de limão para realçar o sabor.
Este simples, mas saboroso, prato peruano é essencialmente milho com queijo. Utiliza o choclo peruano, um tipo de milho com grãos grandes, sabor levemente adocicado e textura mais firme. É comum encontrá-lo nas ruas, vendido por ambulantes, servindo como lanche, entrada ou acompanhamento. Em versões modernas, pode ser gratinado com ingredientes como cebola e leite.
Considerado uma versão "turbinada" do sanduíche de carne, o sandwich de lomo, ou lomito, é recheado com fatias finas de bife de lomo, tomate, cebola, alface, maionese, molho chimichurri, presunto, queijo e ovo frito, beirando o exagero em seu tamanho. Popular na Argentina e no Uruguai, este sanduíche é facilmente encontrado em carrinhos de rua e pode ter variações, como a substituição da carne bovina por porco.
A enciclopédia gastronômica descreve a coxinha como "um dos salgados favoritos do Brasil", mergulhando um pouco em sua história. Segundo a publicação, a coxinha teria surgido em São Paulo no século 19, espalhando-se para outros estados a partir dos anos 1950. Há a lenda de que o quitute foi criado para o filho da Princesa Isabel, que só comia coxa de frango. Contudo, historiadores da alimentação sugerem outra origem: o salgado teria aparecido durante a industrialização paulista como uma alternativa mais econômica e durável aos cortes de frango vendidos a trabalhadores nas portas das fábricas.
Os rankings são baseados nas avaliações de usuários e, até 15 de março de 2026, foram registradas 8.147 avaliações para a categoria “Top 49 South American Street Food”, das quais 3.620 foram consideradas legítimas pelo sistema da plataforma. A organização enfatiza que suas classificações não devem ser vistas como uma conclusão definitiva sobre a culinária mundial, mas sim como uma ferramenta para promover pratos locais, valorizar cozinhas tradicionais e despertar a curiosidade para novas experiências gastronômicas.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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