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Sol Sertão Online
Colunista
A jornada para se tornar mãe exigiu de Yalle Roseno oito anos de persistência, resiliência e superação. O que começou como um sonho antigo transformou-se em um processo descrito por ela como avassalador, marcado por diagnósticos inesperados e tratamentos complexos, mas que hoje serve de inspiração para centenas de mulheres.
Natural de São Paulo e criada em Feira de Santana, Yalle conviveu com a síndrome dos ovários policísticos (SOP) desde a adolescência. No entanto, a complexidade do quadro tornou-se evidente em 2013, quando decidiu interromper o uso de anticoncepcionais para tentar engravidar. Ao longo de investigações médicas, foram diagnosticadas a endometriose profunda e a hidrossalpinge bilateral (acúmulo de líquido nas trompas).
As dificuldades não foram apenas individuais. O marido de Yalle foi diagnosticado com diabetes tipo 1 na fase adulta, condição que comprometeu temporariamente a qualidade dos espermatozoides, exigindo tratamentos específicos antes de avançarem para a fertilização assistida.
Além do desgaste físico causado por cirurgias e terapias hormonais, a infertilidade trouxe sentimentos de solidão, medo e fragilidade. O casal enfrentou a dor de um primeiro resultado negativo em fertilização in vitro (FIV), mas manteve a determinação, mesmo considerando a adoção como uma alternativa futura.
A vitória chegou na segunda tentativa de FIV, em 2020, durante o período crítico da pandemia de Covid-19. Mesmo com uma gestação de risco, marcada por sangramentos iniciais e uso intensivo de hormônios, Yalle conseguiu levar a gravidez adiante. O resultado foi o nascimento de Laura, hoje com 4 anos, em um parto normal.
A experiência de superação levou Yalle a tomar uma decisão drástica em sua vida profissional: deixar a carreira jurídica para se dedicar ao desenvolvimento humano. Atualmente residente em Salvador, a ex-advogada atua como palestrante e mentora nas redes sociais.
Ela fundou o movimento “Mulher Inteira”, focado no acolhimento de mulheres que atravessam transições, desafios na maternidade e processos de reconstrução emocional. Para Yalle, o objetivo é ajudar as mulheres a se reencontrarem e recuperarem sua identidade, transformando a dor do passado em combustível para o crescimento de outras.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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