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Início/Política
STF retoma julgamento sobre partilha bilionária de royalties do petróleo
Política
Foto de Zbynek Burival na Unsplash

STF retoma julgamento sobre partilha bilionária de royalties do petróleo

SS

Sol Sertão Online

Colunista

7 de maio de 2026
5 min de leitura

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quinta-feira (7), o julgamento que definirá a distribuição dos royalties do petróleo entre estados e municípios produtores e não produtores.

A disputa jurídica

Os ministros analisam a constitucionalidade da Lei 12.734/2012, que alterou a forma como as receitas da exploração de petróleo e gás natural são divididas entre a União e os entes federativos, ampliando a fatia destinada a quem não produz o recurso.

Desde 2013, a aplicação dessa norma está suspensa por uma liminar da ministra Cármen Lúcia, relatora do caso, o que mantém vigentes as regras antigas de distribuição.

Argumentos em conflito

Estados produtores, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, defendem que os royalties possuem caráter compensatório. Segundo eles, a exploração gera pressões sobre a infraestrutura, saúde e segurança, além de impactos ambientais. O Rio de Janeiro, especificamente, alertou que poderá perder cerca de R$ 26 bilhões apenas em 2026 caso as novas regras sejam implementadas.

Em contrapartida, os estados não produtores sustentam que as riquezas do petróleo pertencem à União e devem ser distribuídas de maneira mais equânime, visando reduzir as desigualdades regionais no país.

Posição da União e impactos fiscais

A Advocacia-Geral da União (AGU) manifestou apoio à tese dos estados produtores, alegando que a mudança na lei compromete o equilíbrio federativo. No entanto, a União solicitou que, caso a norma seja considerada constitucional, a decisão seja modulada para evitar choques fiscais abruptos nos orçamentos públicos.

O desfecho do julgamento terá impacto financeiro bilionário, alterando significativamente a arrecadação de diversas prefeituras e governos estaduais em todo o Brasil.


Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.

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