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Sol Sertão Online
Colunista
Pesquisadores da Universidade Texas A&M desenvolveram uma técnica inovadora que pode mudar a forma como a ciência encara o declínio cognitivo. Um simples spray nasal demonstrou a capacidade de reverter parcialmente o envelhecimento cerebral em modelos experimentais, combatendo a chamada neuroinflamação.
O tratamento utiliza um aerossol baseado em vesículas extracelulares, que são minúsculas partículas biológicas derivadas de células-tronco. Essas vesículas funcionam como veículos de transporte para microRNAs, moléculas capazes de regular processos genéticos e de sinalização no cérebro.
A aplicação via nasal permite que as vesículas contornem a barreira hematoencefálica — o mecanismo de proteção natural do cérebro — facilitando a chegada de agentes que inibem a inflamação crônica em regiões essenciais, como o hipocampo.
Em testes realizados com camundongos de 18 meses (idade equivalente a aproximadamente 60 anos em humanos), a aplicação de apenas duas doses resultou em uma redução significativa da inflamação cerebral. Os animais apresentaram melhor desempenho da memória, maior agilidade em situações novas e melhora no funcionamento das mitocôndrias, responsáveis pela energia das células.
Um ponto relevante do estudo foi a eficácia idêntica observada em machos e fêmeas, evidenciando a robustez do tratamento. Agora, os cientistas buscam a validação desses resultados em seres humanos.
A urgência de novas terapias é evidenciada pelos dados da Alzheimer's Disease International, que prevê que o número de pessoas vivendo com demência no mundo salte de 69,2 milhões para 152 milhões até 2050.
No Brasil, a situação é alarmante. Segundo a Federação Brasileira das Federações de Alzheimer, o país já conta com mais de 2 milhões de pessoas com demências, número que pode chegar a 5,5 milhões até 2050. Além disso, estima-se que oito em cada dez casos no território nacional não possuam diagnóstico formal.
A equipe de pesquisa já solicitou a patente da tecnologia nos Estados Unidos e prepara o início dos ensaios clínicos em humanos, com o objetivo de promover um envelhecimento mais saudável e ativo.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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