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Início/Saúde
Spray nasal inovador promete reverter envelhecimento cerebral e combater demências
Saúde
spray nasal — Foto: AdobeStock

Spray nasal inovador promete reverter envelhecimento cerebral e combater demências

SS

Sol Sertão Online

Colunista

26 de abril de 2026
5 min de leitura

Pesquisadores da Universidade Texas A&M desenvolveram uma técnica inovadora que pode mudar a forma como a ciência encara o declínio cognitivo. Um simples spray nasal demonstrou a capacidade de reverter parcialmente o envelhecimento cerebral em modelos experimentais, combatendo a chamada neuroinflamação.

A ciência por trás do tratamento

O tratamento utiliza um aerossol baseado em vesículas extracelulares, que são minúsculas partículas biológicas derivadas de células-tronco. Essas vesículas funcionam como veículos de transporte para microRNAs, moléculas capazes de regular processos genéticos e de sinalização no cérebro.

A aplicação via nasal permite que as vesículas contornem a barreira hematoencefálica — o mecanismo de proteção natural do cérebro — facilitando a chegada de agentes que inibem a inflamação crônica em regiões essenciais, como o hipocampo.

Resultados promissores

Em testes realizados com camundongos de 18 meses (idade equivalente a aproximadamente 60 anos em humanos), a aplicação de apenas duas doses resultou em uma redução significativa da inflamação cerebral. Os animais apresentaram melhor desempenho da memória, maior agilidade em situações novas e melhora no funcionamento das mitocôndrias, responsáveis pela energia das células.

Um ponto relevante do estudo foi a eficácia idêntica observada em machos e fêmeas, evidenciando a robustez do tratamento. Agora, os cientistas buscam a validação desses resultados em seres humanos.

O cenário das demências no Brasil e no mundo

A urgência de novas terapias é evidenciada pelos dados da Alzheimer's Disease International, que prevê que o número de pessoas vivendo com demência no mundo salte de 69,2 milhões para 152 milhões até 2050.

No Brasil, a situação é alarmante. Segundo a Federação Brasileira das Federações de Alzheimer, o país já conta com mais de 2 milhões de pessoas com demências, número que pode chegar a 5,5 milhões até 2050. Além disso, estima-se que oito em cada dez casos no território nacional não possuam diagnóstico formal.

A equipe de pesquisa já solicitou a patente da tecnologia nos Estados Unidos e prepara o início dos ensaios clínicos em humanos, com o objetivo de promover um envelhecimento mais saudável e ativo.


Referência: Informações adaptadas de G1.

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