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Sol Sertão Online
Colunista
A Spirit Airlines, companhia aérea de baixo custo dos Estados Unidos, deve encerrar oficialmente suas atividades por volta das 4h da manhã deste sábado (2). A decisão ocorre após uma reunião do conselho da empresa terminar sem um acordo para salvar a operação, resultando em um processo de encerramento ordenado que inclui a suspensão de voos e a devolução de aeronaves.
O colapso da Spirit marca a primeira falência de uma aérea desse porte em duas décadas, motivada em grande parte pela duplicação nos preços do combustível de aviação devido ao conflito com o Irã. A empresa havia projetado custos de US$ 2,24 por galão para 2026, mas o valor saltou para aproximadamente US$ 4,51 até o fim de abril, frustrando os planos de saída da recuperação judicial.
O governo de Donald Trump tentou intervir com uma proposta de financiamento de US$ 500 milhões em troca de 90% de participação na empresa, mas a iniciativa enfrentou forte oposição de aliados e republicanos no Congresso, além de divergências entre credores. O secretário de Transportes, Sean Duffy, afirmou que as tentativas de encontrar compradores para a companhia não tiveram sucesso.
A extinção da Spirit, que respondia por 5% dos voos nos Estados Unidos, deve resultar na eliminação de quase 20 mil empregos, segundo a presidente da Associação de Comissários de Bordo, Sara Nelson. Além disso, a saída da empresa do mercado remove a pressão por tarifas mais baixas em diversas rotas.
Para evitar o caos entre os viajantes, o governo americano coordenou com as companhias United Airlines, American Airlines, Frontier Airlines e JetBlue Airways a acomodação de passageiros que possuíam passagens emitidas pela Spirit.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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