
Sol Sertão Online
Colunista
A quantidade de horas de descanso necessárias varia entre os indivíduos, mas especialistas indicam que a média ideal é de sete horas por noite. Enquanto dormir seis horas ainda é considerado razoável, períodos inferiores a isso elevam significativamente os riscos à saúde.
De acordo com especialistas em medicina do sono, a privação do descanso noturno está ligada a um maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, hipertensão e obesidade. Por outro lado, o excesso de sono também serve como um sinal de alerta.
Dormir além da conta pode causar a chamada "inércia", deixando a pessoa mais lenta e cansada ao despertar. Além disso, o sono prolongado pode ser um marcador silencioso de doenças subjacentes, como depressão, ansiedade e a própria apneia do sono, elevando também os riscos cardiovasculares.
Um ponto de alerta importante é para aqueles que, apesar de dormirem profundamente e sonharem, acordam sentindo-se cansados. Para a medicina, esse quadro não é normal e indica que algo está errado, sendo essencial investigar a rotina e a possibilidade de a apneia do sono estar fragmentando o descanso noturno sem que o paciente perceba.
Sobre o hábito de dormir pouco durante a semana e tentar recuperar as horas no sábado e domingo, dados do projeto ELSA Brasil (Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto) trazem uma perspectiva interessante. A pesquisa, que utilizou tomografias de coronárias para monitorar os participantes, revelou que pessoas que compensaram a falta de sono no fim de semana apresentaram uma menor incidência de placas de gordura nas artérias ao longo de cinco anos.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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