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Sol Sertão Online
Colunista
Lançado neste 8 de maio, o álbum "The other side" consolida a maturidade artística de Seu Jorge. A obra, que teve suas gravações concluídas em dezembro de 2018, surge como um manifesto de resiliência e refinamento, sendo apontada como a produção de melhor acabamento em toda a trajetória solo do músico carioca.
O disco é marcado por uma produção sofisticada, orquestrada por Jorge ao lado de Mario Caldato Jr., e ganha profundidade com os arranjos orquestrais de Miguel Atwood-Ferguson. A combinação de cordas e sopros eleva as composições, destacando-se especialmente na faixa "Vento de maio", onde Seu Jorge divide as vozes com Maria Rita em uma interpretação majestosa e expansiva.
O repertório transita com fluidez por diversos gêneros. Em "Girl you move me", o artista explora tons serenos que remetem ao legado de João Gilberto, influência que se mantém na inédita "Luz na escuridão". A leveza também está presente em "Flor de laranjeira", que evoca a modernidade da revolução musical de 1958.
A suntuosidade retorna em "Caboclo", com uma pegada rocker trazida pela guitarra de Michael Valeanu. Já o samba tradicional marca presença em "Folia de amor" e na colaboração "Quando chego", composição assinada por Jorge, Marisa Monte e Arnaldo Antunes, mantendo a essência tribal característica do grupo.
O álbum também aposta em parcerias globais. A regravação de "Far from the sea" conta com a participação do quarteto belga Zap Mama, enquanto "River man", composição de Nick Drake, apresenta um encontro memorável entre as vozes graves de Seu Jorge e do britânico Beck.
O encerramento fica por conta de "Beleza bárbara", um samba-canção inebriante de quase sete minutos e meio, onde o próprio Jorge assume o saxofone. "The other side" equilibra a leveza da bossa com a grandiosidade orquestral, justificando a longa espera desde a idealização do projeto, iniciada em 2009.
Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.
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