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Sol Sertão Online
Colunista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou uma de suas maiores derrotas políticas desde a redemocratização do Brasil. O Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), evidenciando a fragilidade da articulação governista na Casa.
A movimentação decisiva partiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Alcolumbre, que contava com o apoio do ministro Alexandre de Moraes, defendia que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse o nome indicado para a composição da Corte. A ausência de Pacheco na indicação levou Alcolumbre a confrontar o governo, culminando na rejeição de Messias.
O senador Rodrigo Pacheco encontrou-se no centro de interesses conflitantes. Enquanto Alcolumbre desejava vê-lo no STF, o presidente Lula planejava que o mineiro disputasse o governo de Minas Gerais. Apesar de ter manifestado apoio público a Jorge Messias na véspera da sabatina, com fotos e notas oficiais, a postura de Pacheco durante a votação foi de total discrição.
Durante a sessão, marcada por um clima de alta tensão e euforia dos parlamentares, Pacheco manteve-se afastado do centro dos acontecimentos. Assim que o resultado da derrota foi exposto no painel, o senador foi um dos primeiros a deixar o plenário.
Atualmente, Pacheco busca assumir o papel de conciliador, pretendendo utilizar sua influência para reaproximar o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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