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Sol Sertão Online
Colunista
Líderes da França e do Reino Unido reuniram representantes de cerca de 30 nações em Paris, nesta sexta-feira (17), para coordenar a reabertura do Estreito de Ormuz. A rota, fundamental para o abastecimento mundial de petróleo, encontra-se bloqueada em decorrência do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O encontro visa mitigar os impactos econômicos globais causados pelo fechamento do estreito, por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial desde o início do confronto, em 28 de fevereiro.
Um ponto central da estratégia é a ausência dos Estados Unidos no planejamento da chamada Iniciativa de Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz. O presidente francês, Emmanuel Macron, definiu que a missão será “estritamente defensiva” e composta apenas por países que não integram o conflito.
A movimentação ocorre em um clima de tensão diplomática. Enquanto o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, acusa o Irã de manter a economia global como "refém", o presidente Donald Trump adotou uma postura agressiva, criticando a capacidade militar de seus aliados e anunciando bloqueios retaliatórios contra portos iranianos.
A coalizão, que conta com a participação de líderes da Alemanha e Itália, foca em ações técnicas para garantir a segurança da navegação. Especialistas indicam que a prioridade será a remoção de minas marítimas e a implementação de sistemas de alerta, evitando a necessidade de escoltas armadas massivas, que demandariam recursos além da capacidade atual das nações envolvidas.
Do ponto de vista militar, a França assume o protagonismo com o deslocamento de um porta-aviões nuclear e fragatas. Já o Reino Unido, que enfrenta limitações em sua marinha, avalia o uso de drones especializados em caça-minas.
Para analistas, a operação representa uma tentativa da Europa e de aliados como o Canadá de demonstrarem autonomia na gestão da segurança internacional, reduzindo a dependência estratégica do governo norte-americano.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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