
Sol Sertão Online
Colunista
O ator Sebastian Stan, amplamente reconhecido por seu trabalho na trilogia do "Capitão América", utilizou a estreia do filme "Fjord" no Festival de Cinema de Cannes para refletir sobre sua própria trajetória. O drama, que aborda o choque cultural de uma família religiosa romena em uma aldeia norueguesa, serviu como um ponto de reconexão do artista com suas origens.
Nascido na Romênia, Stan emigrou com a mãe por volta dos oito anos, fugindo da repressão política e das severas dificuldades econômicas do regime de Nicolae Ceausescu. Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (19), o ator confessou que deixou o país de forma "caótica" e que o projeto cinematográfico proporcionou a oportunidade de restabelecer vínculos e se educar sobre sua terra natal.
Dirigido por Cristian Mungiu, premiado em Cannes em 2007, o roteiro foi desenvolvido após a confirmação de Stan no elenco. Na trama, o ator interpreta um técnico de TI que muda sua família de sete pessoas para a Noruega, terra natal de sua esposa, interpretada por Renate Reinsve.
A narrativa explora o embate entre valores conservadores e progressistas, atingindo um ponto crítico quando a intervenção dos serviços de proteção à criança expõe as divisões profundas do núcleo familiar. Reinsve relatou ter enfrentado desafios emocionais ao interpretar a personagem, descrevendo como foi difícil encarnar alguém violento e equivocado.
"Fjord" é um dos 22 concorrentes à Palma de Ouro, cujo vencedor será anunciado em 23 de maio. Além da obra, Stan foi questionado sobre sua experiência interpretando Donald Trump no longa "O Aprendiz". O ator expressou preocupação com o atual momento político dos Estados Unidos, mencionando as ameaças sofridas por figuras públicas e afirmando que o país atravessa um período "muito ruim".
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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