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Sol Sertão Online
Colunista
A saúde cardiovascular é um fator determinante não apenas para a prevenção de doenças cardíacas, mas também para a sobrevivência de pacientes que enfrentam o câncer. Um estudo publicado no European Heart Journal revelou que pessoas com melhores indicadores de saúde do coração apresentam um risco significativamente menor de morte, mesmo após a confirmação de um diagnóstico oncológico.
A pesquisa, conhecida como estudo Moli-sani, monitorou mais de 24 mil participantes ao longo de 15 anos, incluindo um grupo de 779 sobreviventes de câncer. Os dados apontam que aqueles que mantiveram a melhor pontuação em saúde cardiovascular tiveram uma redução de até 38% no risco de óbito por qualquer causa, em comparação aos pacientes com indicadores prejudicados.
Para a medição, os pesquisadores utilizaram o índice Life’s Simple 7, da Associação Americana do Coração, que analisa sete pilares fundamentais: controle da pressão arterial, do colesterol e da glicose, além da prática de exercícios físicos e a ausência de tabagismo. O estudo demonstrou que cada ponto a mais nessa escala está diretamente associado a uma menor chance de morte por câncer.
Segundo o oncologista Stephen Stefani, do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, a manutenção de hábitos saudáveis funciona em duas frentes: reduz a probabilidade de desenvolver a doença e, caso ela ocorra, amplia as chances de sobrevivência.
Essa relação ocorre devido ao chamado “terreno biológico compartilhado”. O principal elo entre as duas condições é a inflamação crônica, um processo que danifica os vasos sanguíneos e, simultaneamente, cria um ambiente favorável para o surgimento e a progressão de tumores.
A análise também destacou a eficácia da dieta mediterrânea — rica em frutas, vegetais, peixes e azeite — que potencializou a redução do risco de morte não apenas por câncer e doenças cardíacas, mas também por causas neurológicas e respiratórias.
Sobre a vitamina D, o estudo observou que níveis baixos estão correlacionados a piores desfechos. No entanto, o Dr. Stefani alerta que a vitamina atua mais como um marcador do estado geral de saúde do que como causa direta, enfatizando que a correção de hábitos como sedentarismo e má alimentação é mais eficaz do que a reposição isolada do nutriente.
Esses achados reforçam a importância da cardio-oncologia, especialidade que integra o cuidado oncológico ao controle rigoroso dos fatores de risco cardiovascular, visando melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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