
Sol Sertão Online
Colunista
Moscou e Kiev trocaram acusações nesta sexta-feira (8) após a violação de um cessar-fogo unilateral proposto pelo presidente Vladimir Putin. A trégua, prevista para durar dois dias, tinha como objetivo marcar o aniversário da vitória da União Soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.
A proposta russa de suspender os combates nos dias 8 e 9 de maio foi considerada insuficiente por Kiev. O governo ucraniano solicitou que a trégua fosse indefinida e iniciasse dois dias antes, porém o pedido foi ignorado por Moscou. Na prática, o conflito segue intenso, com ambos os lados utilizando mísseis, drones e artilharia.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter derrubado 264 drones ucranianos na madrugada de sexta-feira, relatando ataques contra a capital, Moscou, e a região de Perm. Segundo as autoridades russas, as Forças Armadas da Ucrânia mantiveram ofensivas contra posições militares e instalações civis nas regiões de Belgorod e Kursk.
O governo russo alertou que qualquer tentativa de interromper o desfile militar na Praça Vermelha, programado para este sábado (9), resultará em um ataque massivo de mísseis contra Kiev. Diplomatas estrangeiros foram informados de que, caso o evento seja atacado, deverão evacuar a capital ucraniana.
O presidente Volodymyr Zelensky declarou que a Rússia não fez sequer uma "tentativa simbólica" de interromper os ataques no front durante a noite de sexta-feira. Zelensky reiterou que a Ucrânia responderá às agressões para defender suas posições e a vida dos cidadãos.
Devido à ameaça de ataques ucranianos, o tradicional desfile de Moscou — geralmente marcado pela exibição de tanques e mísseis balísticos intercontinentais — não contará com a apresentação de equipamentos militares este ano.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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