
Sol Sertão Online
Colunista
A recente lesão do meia Lucas Moura, do São Paulo, que rompeu o tendão calcâneo da perna direita em partida contra o Bahia, reacendeu o alerta sobre a saúde do tendão de Aquiles. A estrutura, responsável por ligar a panturrilha ao pé, é extremamente resistente, porém vulnerável a impactos intensos durante atividades físicas.
De acordo com o médico do esporte e professor Sebastião Julio Rodrigues Junior, o tendão de Aquiles é severamente exigido em movimentos de corrida, saltos e mudanças bruscas de direção. Para evitar rupturas e inflamações, o especialista recomenda a realização de um aquecimento adequado, o investimento no fortalecimento da panturrilha e o respeito a uma progressão gradual de carga nos treinos.
Além disso, o uso de calçados apropriados e a manutenção de períodos adequados de recuperação são fundamentais para reduzir significativamente o risco de lesões.
O período de reabilitação varia conforme a gravidade do quadro. Lesões leves ou sobrecargas podem ser resolvidas em poucas semanas com a ajuda de fisioterapia e controle da atividade física. No entanto, rupturas parciais ou totais exigem um processo mais longo, que pode levar vários meses.
O médico alerta que a principal recomendação é não insistir em atividades que provoquem dor. A busca por avaliação especializada imediata é crucial para definir o tratamento e evitar o agravamento da lesão, sendo a fisioterapia central para a recuperação da mobilidade e fortalecimento progressivo.
Em casos de rupturas completas, a cirurgia pode se tornar inevitável. A decisão depende de fatores individuais, como a idade do paciente, o nível de atividade física e a expectativa de retorno ao esporte. Mesmo após o procedimento cirúrgico, a fisioterapia continua sendo indispensável para garantir a recuperação total do atleta ou paciente.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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