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Sol Sertão Online
Colunista
Embora mantenha publicamente seu apoio a Douglas Ruas (PL) para a disputa do governo do Rio de Janeiro em 2026, o senador Flávio Bolsonaro trabalha nos bastidores em uma alternativa estratégica. O chamado "plano B" consiste na articulação em favor de André Marinho, que deve concorrer pelo partido Novo.
A movimentação ocorre em um momento crítico para Ruas. Segundo pesquisa recente da Quaest, o candidato do PL aparece com apenas 10% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito Eduardo Paes lidera com 40%. Há uma percepção interna de que, sem o controle da máquina pública e recursos para garantir o apoio de prefeitos, Ruas enfrentará dificuldades para ganhar tração.
O principal entrave para o PL no estado são as irregularidades ligadas à gestão de Cláudio Castro. Um dos pontos mais graves envolve aportes milionários no Banco Master, somando mais de R$ 1 bilhão em recursos que deveriam ser destinados a aposentados e pensionistas, além de R$ 200 milhões investidos pela Cedae na mesma instituição. Existe agora a tensão sobre possíveis delações que possam envolver a cúpula do partido no Rio.
A desorganização administrativa também é evidente. Após a saída de Castro do Palácio Guanabara, o governador interino, desembargador Ricardo Couto, exonerou mais de 700 servidores nas primeiras semanas, revelando a existência de funcionários que sequer possuíam crachá ou senha de acesso ao sistema. Entre os absurdos encontrados, destacou-se a existência de uma subsecretaria de Gastronomia na Casa Civil, sem entregas claras à população.
A instabilidade se estende à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), atualmente presidida por Douglas Ruas. A casa vive sob a sombra de operações da Polícia Federal que investigam ligações de ex-dirigentes, como Rodrigo Bacellar e o deputado TH Joias, com o crime organizado. A PF detém conversas que podem comprometer diversos aliados do PL.
Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro vê em André Marinho um seguro político. Apesar de ser pouco conhecido do eleitorado — registrando 1% na pesquisa Quaest — Marinho possui o apoio do ecossistema digital da direita e, fundamentalmente, não possui escândalos de corrupção em seu histórico.
A estratégia busca evitar que o grupo político fique sem viabilidade eleitoral, apostando que o desgaste generalizado da política tradicional possa, mais uma vez, abrir espaço para nomes desconhecidos no Palácio Guanabara.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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