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Sol Sertão Online
Colunista
A admissão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que se reuniu com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, após a prisão do banqueiro no final do ano passado, intensificou o clima de desconfiança entre seus aliados mais próximos.
Dentro do Partido Liberal (PL), a percepção é de que muitos fatos permanecem obscuros desde a revelação de que Vorcaro financiou a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Aliados criticam a forma como as informações estão sendo divulgadas, alegando que a revelação tardia e fragmentada prejudica a imagem do senador.
A intenção inicial de Flávio seria utilizar o encontro para alinhar um discurso de reação à crise na pré-campanha. No entanto, a divulgação posterior da reunião acabou produzindo o efeito oposto, ampliando a insegurança no entorno do parlamentar.
Daniel Vorcaro foi preso preventivamente em 17 de novembro, no momento em que embarcava para Dubai em um jatinho particular. Posteriormente, em 29 de novembro, a Justiça autorizou sua progressão para regime domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica.
Existe agora um temor real de que a situação impacte as pesquisas eleitorais, especialmente após a divulgação de um áudio em que o senador cobra de Vorcaro o pagamento de parcelas atrasadas destinadas à produção do filme. A equipe de campanha espera mensurar o tamanho do dano nos próximos 10 a 15 dias.
Outros parlamentares que estiveram na reunião admitiram a dificuldade de justificar o encontro presencial com o banqueiro diante dos fatos conhecidos. A bancada do partido avalia que, para dissipar as suspeitas, Flávio Bolsonaro precisará detalhar a origem e o destino dos recursos recebidos.
Até o momento, o senador não apresentou o contrato firmado com o Banco Master, nem as movimentações financeiras de contas e valores geridos por um fundo nos Estados Unidos, controlado pelo advogado do deputado Eduardo Bolsonaro.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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