
Sol Sertão Online
Colunista
A hipnoterapia, também conhecida como hipnose clínica, tem se consolidado como uma ferramenta eficaz no tratamento de transtornos emocionais, mentais e até condições físicas. Utilizando estados de relaxamento profundo e foco concentrado, a técnica busca promover mudanças comportamentais e elevar o bem-estar do paciente.
Diferente do que sugere a cultura popular, o paciente não perde a consciência nem o controle de suas ações durante a sessão. Segundo a hipnoterapeuta e psicanalista Yafit Laniado, a hipnose permite ultrapassar o chamado "fator crítico" da mente consciente, facilitando a inserção de novas sugestões diretamente no subconsciente. Quando essas sugestões são assimiladas, ocorre uma reprogramação interna que reflete em mudanças reais no comportamento e nas emoções.
O atendimento geralmente começa com uma entrevista inicial para a definição de metas e demandas. Na sequência, o terapeuta utiliza técnicas de indução, como exercícios de respiração e visualizações guiadas, para conduzir o paciente ao estado de relaxamento necessário. Nesse estágio, é possível trabalhar crenças, memórias e padrões subconscientes, ressignificando experiências passadas para criar associações mentais mais saudáveis.
Além de tratar questões emocionais, a hipnoterapia pode ser aplicada para aprimorar o foco, a autoconfiança e o desempenho pessoal. No entanto, a psicóloga Roberta Junqueira alerta que a técnica exige rigor clínico e profissionais qualificados. A aplicação deve ser evitada ou feita com extrema cautela em pacientes com transtornos psiquiátricos graves, como esquizofrenia, psicose ativa ou quadros dissociativos, especialmente se não houver acompanhamento médico concomitante.
A técnica pode ser utilizada de forma isolada ou integrada a tratamentos médicos e psicológicos tradicionais. Em casos onde a origem do problema é predominantemente comportamental ou emocional, a hipnoterapia pode acelerar os resultados. Já em quadros mais complexos, a integração com a psicoterapia convencional é a estratégia mais indicada para potencializar a recuperação do paciente.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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