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Início/Economia
Renda média no Brasil atinge recorde histórico, mas desigualdade volta a crescer
Economia
Os 10% mais ricos concentravam 40,3% de toda a massa de rendimentos domiciliares • Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Renda média no Brasil atinge recorde histórico, mas desigualdade volta a crescer

SS

Sol Sertão Online

Colunista

8 de maio de 2026
5 min de leitura

O rendimento médio mensal real da população brasileira alcançou a marca de R$ 3.367 em 2025, o valor mais alto já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Aumento generalizado com disparidades

O rendimento mensal real domiciliar per capita também atingiu um patamar recorde, chegando a R$ 2.264, o que representa uma alta de 6,9% em comparação a 2024. Embora todas as faixas de renda tenham apresentado melhora, a desigualdade social registrou uma leve alta após ter atingido o piso histórico no ano anterior.

Segundo a análise do IBGE, esse cenário é reflexo de um mercado de trabalho aquecido e de taxas de juros elevadas, que beneficiaram proporcionalmente mais a população de maior renda através de aplicações financeiras e rendimentos de aluguéis.

O abismo entre as extremidades

A disparidade entre as classes permanece acentuada. Enquanto a renda dos 10% mais ricos cresceu 8,7%, atingindo R$ 9.117 mensais por pessoa, o ganho dos 10% mais pobres foi de 3,1%. Na prática, isso significa que a parcela mais vulnerável da população sobreviveu com apenas R$ 268 mensais, o equivalente a R$ 8,93 por dia.

No topo da pirâmide, os números são ainda mais expressivos: a fatia de 1% mais rica da população brasileira registrou uma renda per capita de R$ 24.973 em 2025, um aumento de 9,9% em relação a 2024.

Perspectiva de longo prazo e concentração de riqueza

Apesar da oscilação recente, o IBGE pondera que, em uma análise comparativa com o período pré-pandemia (2019), o crescimento foi mais significativo entre os mais pobres (78,7%) do que entre os mais ricos (11,9%).

Ainda assim, a concentração de renda no país segue elevada. Os 10% mais ricos concentram 40,3% de toda a massa de rendimentos domiciliares, superando a soma dos 70% mais pobres, que detêm 32,8%. O índice de Gini, que mede a desigualdade, subiu de 0,504 para 0,511 em 2025, mantendo-se, porém, abaixo dos níveis de 2019 (0,543).

A massa total de rendimento médio mensal real domiciliar per capita no Brasil chegou a R$ 481,389 bilhões em 2025, um crescimento de 7,3% ante o ano anterior.


Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.

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