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Sol Sertão Online
Colunista
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, atravessa um dos momentos mais instáveis de sua gestão. Mesmo sob forte pressão de membros do seu próprio partido, o Trabalhista, Starmer afirmou categoricamente que não irá renunciar ao cargo, argumentando que sua saída neste momento aprofundaria o caos no país.
A crise ganhou proporções críticas com a manifestação de mais de 80 parlamentares governistas. Em uma carta aberta, o grupo afirmou que o premiê não é a liderança adequada para conduzir a nação nem para garantir a vitória nas próximas eleições nacionais. Atualmente, ao menos 81 dos 403 parlamentares trabalhistas já pediram a entrega do cargo ou a definição de um prazo para a saída de Starmer, atingindo o número mínimo necessário para provocar um desafio formal à sua liderança.
Diante da instabilidade, diversos nomes surgem como potenciais substitutos para ocupar o posto de primeiro-ministro:
Wes Streeting: Atual ministro da Saúde e Assistência Social, Streeting é visto como um centrista e defensor da contenção fiscal. Caso assumisse, seria o primeiro primeiro-ministro abertamente gay da Grã-Bretanha.
Andy Burnham: Prefeito de Manchester e figura influente na ala esquerda do partido. Embora não seja membro do parlamento atualmente, Burnham é visto como uma alternativa para quem critica a postura centrista de Starmer.
Angela Rayner: Ex-vice-primeira-ministra e ligada às raízes sindicais. Apesar de sua forte capacidade de comunicação, Rayner enfrenta pendências com autoridades fiscais, o que complica sua candidatura.
Ed Miliband: Ministro da Energia e veterano do partido, Miliband já liderou a legenda entre 2010 e 2015 e é o principal defensor de políticas de energia líquida zero.
Shabana Mahmood: Ministra do Interior e primeira mulher muçulmana a ocupar o cargo. Posicionada à direita do partido, defende posturas rígidas contra a imigração.
Al Carns: Ministro adjunto da Defesa e veterano de guerra, é apontado como um nome novo e popular entre parlamentares de primeiro mandato.
A gravidade da situação ficou evidente nesta terça-feira, com a demissão de quatro ministros. Entre as renuncias estão a ministra júnior Miatta Fahnbulleh e os parlamentares Alex Davies-Jones e Jess Phillips, que alegaram a incapacidade de Starmer em guiar o país.
Em reunião de emergência, Starmer desafiou seus opositores a encontrarem um sucessor com consenso para rivalizá-lo, enquanto alguns aliados, como o secretário da Habitação Steve Reed, pediram união em torno do governo para evitar maiores danos à população.
Enquanto a turbulência política persiste, o Rei Charles III deve realizar, nesta quarta-feira (13), o discurso do Estado da União no Parlamento, evento central para a definição das pautas legislativas do próximo ano.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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