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Sol Sertão Online
Colunista
O rei Charles III inicia, nesta segunda-feira (27), uma visita oficial de quatro dias aos Estados Unidos. O monarca, acompanhado da rainha Camila, chega em um momento de fragilidade diplomática entre Londres e Washington, buscando reaquecer a histórica "relação especial" entre as duas nações durante as celebrações dos 250 anos da independência americana.
A viagem ocorre em um cenário descrito por historiadores britânicos como a pior crise anglo-americana em um século. O presidente Donald Trump tem adotado posturas críticas ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enquanto a situação geopolítica no Oriente Médio, especialmente a ofensiva contra o Irã, coloca em xeque os valores de paz e democracia defendidos tradicionalmente pela monarquia.
Outro ponto crítico é a soberania das Ilhas Malvinas. Um e-mail vazado do Pentágono indicou que os Estados Unidos poderiam rever o apoio ao Reino Unido sobre o arquipélago, movimento interpretado como uma forma de pressão de Trump sobre a OTAN e um alinhamento político com o presidente argentino, Javier Milei.
A segurança do casal real foi intensificada após um incidente ocorrido no último sábado (25), quando um homem armado invadiu um jantar com a imprensa com a intenção de atirar no presidente Trump. Apesar do episódio, a visita foi mantida.
No campo interno, a monarquia britânica ainda enfrenta o desgaste do escândalo envolvendo o príncipe Andrew e Jeffrey Epstein. Enquanto Charles III foi criticado por evitar encontros com sobreviventes de Epstein, a rainha Camila deve se reunir com vítimas de violência doméstica durante a agenda.
A agenda do monarca será intensa e dividida entre três localidades:
Washington: Nesta segunda-feira, o rei participa de um chá privado com Donald e Melania Trump e de uma recepção no jardim da Casa Branca. Na terça-feira, haverá honras militares, encontro privado com o presidente, discurso no Congresso americano e um banquete oficial.
Nova York: Na quarta-feira, o casal prestará homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro e participará de eventos com a indústria criativa.
Virgínia: A visita será encerrada na quinta-feira, com as celebrações oficiais do bicentenário e meio da independência dos Estados Unidos.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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