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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil. Análise de ImpactosAndré Portela, professor de Economia da...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
André Portela, professor de Economia da FGV, avalia que a proposta de fim da escala 6x1 e redução da jornada semanal é estruturante, mas alerta para riscos caso a implementação ocorra de forma homogênea. Segundo o especialista, a diversidade dos setores e regiões brasileiras poderia gerar perturbações econômicas imediatas se a mudança for abrupta, especialmente diante da alta informalidade e baixa produtividade do país.
Sobre a PEC Alternativa, que sugere a contratação por horas, Portela observa que a flexibilidade pode gerar valor negociado entre empresas e trabalhadores. Contudo, ele ressalta o risco de fragmentação das relações trabalhistas, defendendo que as condições para uma negociação representativa e equilibrada sejam previamente estabelecidas.
O professor destaca que exemplos internacionais, como o de Portugal, mostram que a redução de jornada foi gradual e ocorreu após o aumento da produtividade. Portela defende que as escalas de trabalho sejam definidas por negociações coletivas adaptadas a cada contexto, e não fixadas rigidamente na Constituição.
Para Portela, o aumento da produtividade — impulsionado por tecnologia, qualificação e investimentos — é o fator que permite a redução da jornada, e não o contrário. O especialista pondera ainda que o bem-estar do trabalhador também depende de melhorias externas, como a qualidade do transporte urbano e das condições internas de trabalho.