
Sol Sertão Online
Colunista
A influenciadora Camila Loures gerou repercussão nas redes sociais ao compartilhar que se submeteu a um procedimento para remover uma veia aparente em sua testa, motivada por questões estéticas. Essa intervenção, que tem ganhado popularidade entre celebridades, como a cantora Anitta que revelou ter passado pelo mesmo procedimento em 2024, ainda carece de consenso entre a comunidade médica e evidências científicas sólidas.
Cirurgiões alertam para a falta de comprovação sobre a segurança da técnica, apontando para a possibilidade de complicações graves, incluindo o comprometimento da visão em alguns casos. A veia em questão, frequentemente a supratroclear, localizada entre as sobrancelhas, é parte do sistema de drenagem venosa facial e, em condições normais, não representa um risco à saúde. O incômodo, portanto, é de natureza estética.
Em certas pessoas, essa veia se torna mais proeminente, formando uma linha ou saliência visível, especialmente durante expressões faciais como sorrir, fazer esforços ou em momentos de tensão, quando o fluxo sanguíneo na área aumenta. Com o envelhecimento, o afinamento da pele e a diminuição de gordura e colágeno podem acentuar essa aparência, tornando os vasos mais evidentes. A anatomia individual, como uma pele mais fina ou menor cobertura de gordura, também pode contribuir para que a veia seja mais aparente desde cedo.
Para tratar esse aspecto, utilizam-se abordagens a laser, como o laser transdérmico, aplicado na superfície da pele, e o laser endovenoso, inserido no interior da veia, técnica já empregada no tratamento de varizes. Contudo, especialistas ressaltam que este tipo de procedimento ainda não possui um respaldo científico consolidado.
Embora o laser transdérmico seja mais indicado para veias flácidas, comuns em pacientes acima dos 40 anos, o método endovenoso tem sido mais difundido no Brasil. No entanto, a anatomia delicada da região exige extrema cautela. Vasos nesta área possuem conexões com a glabela, que por sua vez se comunica com estruturas oculares, elevando o risco de complicações.
Além do risco à visão, outras potenciais complicações incluem:
Embora o risco de impacto na oxigenação cerebral seja considerado baixo, ele não pode ser totalmente descartado em situações específicas. Fatores como infecções locais ativas (acne) ou pele bronzeada também podem contraindicar o procedimento, pois aumentam o risco de pigmentação indesejada após o uso do laser.
Diante das incertezas quanto à segurança da técnica, os especialistas recomendam uma avaliação individualizada rigorosa, ponderando cuidadosamente os riscos, os benefícios esperados e a escassez de dados consolidados sobre os resultados e a segurança a longo prazo deste tipo de intervenção estética.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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