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Sol Sertão Online
Colunista
O governo federal anunciou um novo reajuste no preço mínimo do cigarro no Brasil, que passará de R$ 6,50 para R$ 7,50. Apesar da medida, especialistas apontam que o valor ainda é insuficiente para frear um cenário preocupante: após duas décadas de queda, o número de fumantes voltou a crescer no país.
Dados recentes revelam que a prevalência de fumantes saltou de 9,3% em 2023 para 11,6% em 2024, representando uma alta de 25%. Esse retrocesso é atribuído, em parte, à estagnação dos preços mínimos, que ficaram congelados em R$ 5 entre 2017 e 2023. Se a política de reajustes anuais acima da inflação tivesse sido mantida, o valor mínimo atual estaria próximo de R$ 10.
Atualmente, o Brasil detém o terceiro menor preço de cigarro da América do Sul, o que torna o país um "porto seguro" para o consumo do produto na região.
O custo do tabagismo para os cofres públicos é desproporcional à arrecadação. Especialistas explicam que, para cada R$ 1 arrecadado com o produto, o governo gasta R$ 5 para tratar doenças relacionadas e cobrir perdas de produtividade por morte prematura ou incapacidade.
Estima-se que o impacto total, direto e indireto, chegue a R$ 153 bilhões. A arrecadação de impostos federais sobre o cigarro cobre apenas cerca de 5% desse montante.
O tabagismo mata aproximadamente 177 mil pessoas por ano no Brasil e está associado a mais de 50 tipos de doenças. A estimativa é que dois em cada três consumidores de tabaco morrerão em decorrência do vício.
Outro ponto de atenção é o uso do cigarro eletrônico (vape). Embora ilegal, o dispositivo tem servido como "porta de entrada" para o cigarro convencional. Médicos alertam para o aumento de casos de EVALI (lesão pulmonar associada ao vape), diagnosticando doenças típicas de idosos em pacientes adolescentes.
Existe a expectativa de que a nova reforma tributária implemente o chamado "imposto do pecado", um tributo seletivo sobre produtos prejudiciais à saúde. No entanto, a proposta atual prevê reajustes baseados apenas na inflação, o que, segundo especialistas, não constitui uma política pública eficaz de redução do consumo a longo prazo.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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