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Sol Sertão Online
Colunista
Portugal implementou mudanças significativas na sua Lei da Nacionalidade, elevando o tempo mínimo de residência legal exigido para a solicitação de cidadania. Para cidadãos de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como os brasileiros, o prazo saltou de cinco para sete anos. Para outras nacionalidades, a exigência subiu de cinco para dez anos.
A nova legislação, já promulgada e publicada no Diário da República, também altera as regras para crianças nascidas em território português. Anteriormente, a criança era considerada portuguesa de origem se um dos pais vivesse no país há apenas um ano. Agora, passa a ser exigido que um dos progenitores possua residência legal por, no mínimo, cinco anos.
A mudança pegou de surpresa diversos imigrantes que estavam prestes a completar o ciclo de cinco anos. Relatos de brasileiros residentes em regiões como Porto e Vila Nova de Gaia apontam a frustração com a ausência de um período de transição para quem já estava com o processo encaminhado, forçando-os a adiar seus planos em pelo menos dois anos.
Além da barreira burocrática, imigrantes relatam que o aumento do custo de vida e a ascensão de discursos políticos mais rígidos têm intensificado episódios de xenofobia no cotidiano, tornando a experiência de integração mais complexa.
O endurecimento das regras ocorre em um momento de alta demanda. Dados do Instituto dos Registos e do Notariado (IRN) indicam a existência de cerca de 516 mil processos pendentes de cidadania. Esse volume, somado a um fluxo migratório crescente, pressionou o governo português a revisar sua política migratória.
Especialistas apontam que Portugal acompanha uma tendência geral de restrição em diversos países da União Europeia. No entanto, economistas e advogados alertam para o risco de o país perder profissionais qualificados e investidores, que podem redirecionar seus planos para destinos com maior previsibilidade regulatória.
Apesar das novas barreiras, Portugal continua sendo um destino viável, especialmente para quem busca qualificação acadêmica. O acesso ao ensino superior e os vistos de estudo permanecem inalterados, mantendo o país como um polo atraente para estudantes internacionais.
A recomendação de consultores e especialistas é que a migração seja feita com planejamento rigoroso, focando na inserção real no mercado de trabalho e na validação de diplomas, evitando que a obtenção do passaporte europeu seja o único objetivo da mudança.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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