
Sol Sertão Online
Colunista
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou nesta quarta-feira (22) a retirada das credenciais de trabalho de um servidor dos Estados Unidos. A decisão foi baseada no princípio de reciprocidade, uma prática comum nas relações internacionais onde um Estado adota medidas equivalentes às aplicadas por outro país.
A ação foi tomada após o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho receber uma ordem do governo norte-americano para deixar os Estados Unidos. O diretor da PF, no entanto, negou que o servidor brasileiro tenha sido expulso do país.
Embora não seja uma lei, a reciprocidade é um fundamento diplomático que estabelece que direitos concedidos por um país a outro devem ser acompanhados de obrigações equivalentes, evitando que apenas um dos lados seja beneficiado. Na prática, isso pode resultar em restrições de entrada, prazos de permanência ou cobrança de taxas como resposta a medidas semelhantes.
Este episódio segue um histórico recente de tensões diplomáticas. Em março de 2026, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) utilizou a mesma base para revogar o visto de Darren Beattie, assessor do presidente Donald Trump. Na ocasião, o governo brasileiro justificou a medida alegando que Beattie omitiu o real motivo de sua visita e planejava encontros de caráter político no país.
A decisão sobre Beattie ocorreu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionar a entrada do assessor americano à possibilidade de ingresso do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nos Estados Unidos, visto que, em 2025, os EUA haviam cancelado os vistos da esposa e da filha do ministro.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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