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Sol Sertão Online
Colunista
A Polícia Federal deflagrou a 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A nova etapa da operação resultou na prisão de Henrique Vorcaro, pai do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, e trouxe à tona a participação de agentes da própria PF em atividades ilícitas.
De acordo com as investigações, um grupo batizado de "A Turma" era composto por policiais federais — incluindo uma delegada, agentes em atividade e aposentados — que atuavam a favor dos interesses de Daniel Vorcaro. O núcleo era responsável por monitorar adversários, obter dados sigilosos de sistemas governamentais e realizar ameaças e coerções presenciais.
A decisão que autorizou a operação foi proferida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações indicam que Henrique Vorcaro, preso nesta quinta-feira (14), atuava como operador financeiro do esquema, mantendo repasses para o grupo e solicitando informações sigilosas mesmo após as fases iniciais da operação, ocorridas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a revelação do envolvimento de integrantes da corporação no esquema demonstra a autonomia e a imparcialidade do órgão. Segundo Rodrigues, a Polícia Federal "corta na própria carne quando necessário" e não protege nem persegue ninguém, agindo de forma técnica para garantir a instrução das investigações.
O diretor ressaltou que a operação valoriza a maioria dos policiais federais que trabalham com dedicação e retificou que a instituição não tolera desvios de conduta.
A defesa de Henrique Vorcaro manifestou-se alegando que a decisão judicial se baseia em fatos cuja racionalidade econômica e licitude ainda não foram comprovadas no processo. Os advogados argumentam que não foram solicitados esclarecimentos prévios e classificam a medida como grave e desnecessária.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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