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Sol Sertão Online
Colunista
A Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar a suposta aliança entre o ex-deputado federal e ex-candidato a prefeito de Teixeira de Freitas, Uldurico Júnior, e lideranças de facções criminosas atuantes na Bahia. Durante a ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador e Teixeira de Freitas, resultando na coleta de notebooks, celulares e dispositivos de armazenamento.
As investigações, fundamentadas em dados do Ministério Público e da Corregedoria-geral do Tribunal de Justiça da Bahia, apontam um vínculo entre o político e Joneuma Silva Neres, ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis. Segundo a denúncia, Uldurico teria sido o padrinho político de Joneuma, indicando-a para o cargo de diretora da unidade prisional.
A investigação sugere que Joneuma atuava como intermediária entre o ex-deputado e Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como "Dadá", apontado como chefe de um grupo criminoso e detento na época. O objetivo desses encontros seria a articulação política para as eleições municipais de 2024.
De acordo com as apurações, a aliança visava garantir o apoio de eleitores ligados a facções, incluindo familiares de presos provisórios. A denúncia detalha que os votos eram comercializados pelo valor de R$ 100,00 por eleitor aliciado. Um policial penal corroborou a tese em depoimento, afirmando que políticos, incluindo Uldurico Júnior, entravam no presídio sem passar pelos protocolos de revista ou cadastro.
O caso ganha contornos ainda mais graves com a fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis em dezembro de 2024, entre eles o líder "Dadá". Os presos utilizaram uma furadeira para abrir um buraco no teto da cela 44, enquanto um grupo armado atacava a unidade. Joneuma Silva Neres é acusada de facilitar a operação e encontra-se atualmente em prisão domiciliar.
Paralelamente às investigações criminais, Joneuma alega que Uldurico Júnior é o pai de sua filha, nascida em 2025 enquanto a ex-diretora estava presa. A defesa de Joneuma afirma possuir um exame de DNA que comprova o vínculo, solicitando o reconhecimento da paternidade.
Em nota, a defesa de Uldurico Júnior afirmou ter sido surpreendida pelos mandados de busca e apreensão, negando qualquer irregularidade. O ex-deputado declarou estar à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
Sobre a questão da paternidade, os advogados do político informaram que não tiveram acesso ao laudo mencionado pela família de Joneuma e que já solicitaram a realização de um novo teste em laboratório de sua confiança.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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