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Sol Sertão Online
Colunista
Os preços do petróleo registraram alta pelo oitavo dia consecutivo nesta quarta-feira (28), alcançando os níveis mais elevados em quase quatro anos. A escalada é impulsionada por um cenário de forte instabilidade no Oriente Médio e mudanças estratégicas em blocos de exportação.
O petróleo tipo Brent, referência internacional, apresentou alta de 6,90%, sendo cotado a US$ 118,94 por barril. Em seu pico diário, a commodity chegou a US$ 119,68, aproximando-se do patamar registrado em junho de 2022. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subiu 6,86%, alcançando a marca de US$ 106,79.
O mercado reagiu fortemente às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a ameaçar o Irã nas redes sociais. O republicano demonstrou insatisfação com as propostas iranianas para o encerramento do conflito, elevando a percepção de risco entre os investidores.
Paralelamente, o governo do Irã condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz — via crucial por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás liquefeito mundial — ao fim definitivo da guerra com os Estados Unidos e Israel, além do cumprimento de protocolos de segurança definidos por Teerã.
Somando-se às tensões militares, a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+, anunciada para o dia 1º de maio, gerou instabilidade no grupo. A decisão, confirmada pelo ministro de Energia dos Emirados, Suhail Mohamed al-Mazrouei, é vista como um golpe estratégico para a Arábia Saudita, principal liderança do bloco.
A saída inesperada de um membro histórico ocorre em um momento de crise energética sem precedentes, o que pode enfraquecer a coesão do grupo na regulação da produção e dos preços internacionais da commodity.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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