Sol - Sertão Online
Notícias LocaisPolíticaEconomiaEsportesTecnologiaSaúdeEducaçãoBahiaEntreterimentoMundo
Associação Comunitária, Cultural e Quilombola de Lagoa NovaAssociação Cultural e Artística de Fortalecimento e Difusão do ForróAssociação de Agricultores da Comunidade Remanescente dos Quilombolas de Baixão de Zé PretoAssociação de Moradores do Bairro Iêda DouradoAssociação dos Agricultores e Agricultoras Familiares de Baraúna IIAssociação Meu Esporte CapoeiraAssociação Socio Cultural da Comunidade de Meia HoraAssociação SocioCultural do Bairro Nobelino DouradoAssociação Sociocultural Remanescente Quilombola da Comunidade de Baixão do Zé PretoInstituto Cabaças
Fale ConoscoPara seu Negócio

Sobre o Sol

Portal dedicado a conectar informação, inovação e desenvolvimento regional, promovendo o crescimento sustentável através do conhecimento.

Contatos

  • →Fale Conosco
  • →Para seu Negócio
  • ✉contato@sertaonline.com

Redes Sociais

→Instagram

© 2025 Sol. Todos os direitos reservados.

Sol - Sertão Online
/

Sobre o Sol

Portal dedicado a conectar informação, inovação e desenvolvimento regional, promovendo o crescimento sustentável através do conhecimento.

Contatos

  • →Fale Conosco
  • →Para seu Negócio
  • ✉contato@sertaonline.com

Redes Sociais

→Instagram

© 2025 Sol. Todos os direitos reservados.

Sol - Sertão Online
Início/Mundo
Perú: Eleição Recorde com 35 Candidatos Aprofunda Crise Política
Mundo
Keiko Fujimori, Carlos Álvarez e Rafael Lopez Aliaga — Foto: Reuters/Angela Ponca; Reuters/Leslie Moreno; Reuters/Angela Ponce

Perú: Eleição Recorde com 35 Candidatos Aprofunda Crise Política

SS

Sol Sertão Online

Colunista

11 de abril de 2026
5 min de leitura

O Peru vai às urnas neste domingo (12) para eleger seu próximo presidente em um cenário de incerteza sem precedentes. Com 35 candidatos disputando o cargo, o pleito marca um recorde na história política do país, refletindo a profunda fragmentação de um sistema partidário enfraquecido e desacreditado.

A pulverização das intenções de voto é evidente: nenhum dos principais candidatos consegue romper a barreira dos 20% nas pesquisas, o que significa que, a poucos dias da eleição, não há um líder claro. Essa atomização de votos não apenas impede a formação de uma maioria, mas também aponta para um Parlamento igualmente fragmentado, sem apoio consistente para o próximo chefe de Estado.

Caso nenhum dos candidatos atinja metade dos votos válidos, a eleição seguirá para um segundo turno, previsto para junho. Entre os nomes que buscam a presidência, figura o empresário e ex-prefeito de Lima, Ricardo Belmont, de 80 anos, que aparece em empates técnicos nas sondagens com outros postulantes.

Uma Década de Instabilidade e Presidentes na Prisão

A escolha do novo presidente ocorre em um contexto de extrema turbulência: o Peru teve nove presidentes nos últimos dez anos, sendo três eleitos e sete interinos. O líder a ser eleito será o décimo a ocupar o cargo em uma única década. Ainda mais alarmante é o fato de que todos os presidentes eleitos neste século foram para a prisão, seja por escândalos de corrupção ou por tentativas de autogolpe de Estado.

A dimensão da disfunção institucional é ilustrada por um episódio que beira o realismo fantástico: os retratos oficiais do penúltimo presidente, José Jerí, foram finalizados e entregues aos ministérios justamente na semana de sua destituição, minutos após o Congresso votar por seu impeachment.

O Peculiar Sistema Político Peruano e o Ciclo de Impeachment

O sistema político peruano é uma complexa e "bizarra" mistura, que não se enquadra nem como presidencialista puro nem como parlamentarista. Historicamente, presidentes com maioria parlamentar, como Alejandro Toledo, Ollanta Humala e Alan García entre 2000 e 2016, conseguiram governar com maior tranquilidade.

Contudo, a partir de 2015 e 2016, diversos escândalos de corrupção, incluindo a versão peruana do caso Odebrecht, abalaram os grandes partidos e iniciaram um período de instabilidade crescente. A eleição de Pedro Pablo Kuczinzky em 2016, sem uma maioria parlamentar sólida, marcou o início da fragmentação que assola o país até hoje.

Kuczinzky foi destituído em 2018, em um escândalo que também atingiu o principal partido de oposição. Seu vice assumiu, mas foi igualmente removido do cargo. Com normas rápidas para processos de impeachment, o Parlamento peruano tornou-se habituado a derrubar presidentes, enfraquecendo drasticamente o Poder Executivo.

Em 2021, Pedro Castillo foi eleito com um partido minoritário e, um ano depois, tentou um autogolpe de Estado. A tentativa fracassou, e ele foi destituído e preso. Sua vice, Dina Boluarte, assumiu, mas também foi destituída no ano passado por falta de apoio parlamentar. Após ela, José Jerí ocupou o cargo por quatro meses, e atualmente José María Balcázar exerce a presidência de forma interina.

Diante deste cenário, nada no horizonte político peruano indica o fim da instabilidade crônica. As eleições deste domingo, com sua fragmentação recorde e o histórico recente de trocas presidenciais, tendem apenas a perpetuar a complexa e incerta conjuntura do país.


Referência: Informações adaptadas de G1.

Comentários (...)

Carregando autenticação...

Carregando comentários...

← Voltar para início

Sobre o Sol

Portal dedicado a conectar informação, inovação e desenvolvimento regional, promovendo o crescimento sustentável através do conhecimento.

Contatos

  • →Fale Conosco
  • →Para seu Negócio
  • ✉contato@sertaonline.com

Redes Sociais

→Instagram

© 2025 Sol. Todos os direitos reservados.