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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Eleições no Peru: Sánchez e Fujimori disputam presidência em cenár...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Neste domingo (7), os peruanos elegem o novo presidente entre Roberto Sánchez, da esquerda, e Keiko Fujimori, da direita. O pleito ocorre após um primeiro turno marcado por fragmentação política e polêmicas, registrando um recorde de 35 candidatos à presidência.
O país enfrenta extrema fragilidade institucional, tendo contabilizado nove presidentes em dez anos. Essa rotatividade é impulsionada pelo artigo 113 da Constituição, que permite ao Congresso destituir governantes sob a alegação de "incapacidade moral ou física permanente", facilitando a queda de presidentes eleitos.
A desconfiança da população é crônica. Segundo dados do Latinobarómetro, 90% dos peruanos não confiam no governo e no Congresso, enquanto apenas 10% se dizem satisfeitos com a democracia, refletindo um sentimento de indiferença generalizada em relação à política.
O próximo mandatário terá o desafio de governar em meio a partidos pouco institucionalizados. Enquanto a eleição de Sánchez pode repetir o padrão de instabilidade dos antecessores, a vitória de Fujimori poderia oferecer maior governabilidade, dado que sua coalizão detém a maioria no Congresso.