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Sol Sertão Online
Colunista
A tentação de escolher o ovo de Páscoa mais colorido e recheado pode, muitas vezes, desviar a atenção da qualidade nutricional do produto. Em meio a tantas opções indulgentes, detalhes cruciais nos rótulos podem fazer a diferença entre um chocolate de qualidade e um produto ultraprocessado. O teor de cacau, a ordem dos ingredientes e o tipo de gordura são indicadores essenciais para uma escolha mais acertada.
A lista de ingredientes é o espelho mais fiel do chocolate. De acordo com as regras de rotulagem, os componentes são listados em ordem decrescente de quantidade. Isso significa que se o açúcar aparece antes do cacau, ele está presente em maior proporção, um sinal menos favorável do ponto de vista nutricional.
O percentual de cacau é um forte indicativo de qualidade. Geralmente, quanto maior o teor de cacau, menor a quantidade de açúcar e maior a presença de compostos bioativos, como os flavonoides, conhecidos por seus benefícios cardiovasculares. Especialistas recomendam priorizar chocolates com, no mínimo, 50% de cacau, e idealmente acima de 70%, desde que a lista de ingredientes seja simples.
Outro ponto de atenção são os tipos de gordura. A presença de gorduras vegetais substitutas, como gordura hidrogenada ou óleo de palma, indica a substituição da manteiga de cacau, comprometendo a qualidade nutricional do chocolate.
Listas de ingredientes extensas, contendo aromatizantes, corantes e emulsificantes, geralmente sinalizam um maior grau de processamento. A nutricionista Alexandra Corrêa de Freitas alerta que a avaliação não deve se limitar aos ingredientes, sendo importante observar também os selos de alerta na rotulagem frontal e a própria denominação do produto, pois nem tudo que aparenta ser chocolate, de fato, é.
A orientação não é de restrição, mas de equilíbrio. O chocolate pode fazer parte da dieta, inclusive na Páscoa, com moderação. Para adultos saudáveis, uma porção de 20 a 30 gramas por dia é considerada adequada, especialmente para chocolates com maior teor de cacau. Quantidades maiores podem levar ao excesso calórico.
Estratégias como dividir o ovo, separar porções para consumo ao longo da semana e evitar o consumo automático ajudam a evitar exageros. É recomendado não substituir refeições por chocolate e priorizar o consumo como sobremesa. Combinar o chocolate com alimentos in natura, como frutas, e consumi-lo após refeições principais também contribui para um consumo mais equilibrado e para a redução de picos de glicose.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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