Sol Sertão Online
Colunista
O tratamento da doença de Parkinson é estruturado em três eixos fundamentais: a abordagem não farmacológica, a farmacológica e as terapias avançadas, que englobam a intervenção cirúrgica.
As opções farmacológicas disponíveis no Brasil dividem-se em dois grupos principais. Os fármacos dopaminérgicos, com destaque para a levodopa — considerada o padrão-ouro do tratamento —, atuam elevando os níveis de dopamina no sistema nervoso central para controlar a gênese de movimentos anormais. Já os medicamentos não dopaminérgicos, como a amantadina, são indicados especialmente para pacientes que apresentam discinesias, caracterizadas por movimentos involuntários de inquietude em fases mais avançadas da doença.
Para pacientes que não respondem adequadamente aos medicamentos, enfrentando tremores persistentes, lentidão e longos períodos de inatividade motora (conhecidos como períodos "off"), a cirurgia torna-se a alternativa indicada. O procedimento mais utilizado mundialmente é a Estimulação Cerebral Profunda (DBS).
A técnica consiste na implantação de dois pequenos eletrodos em regiões específicas do cérebro, os quais são conectados a uma bateria posicionada no tórax, operando de forma semelhante a um marcapasso cardíaco. Esse dispositivo envia impulsos elétricos aos núcleos cerebrais afetados para estabilizar as funções motoras.
Após o procedimento, o dispositivo é programado por um neurologista para ajustar a energia necessária. A implementação do DBS promove a melhora significativa de sintomas motores e a redução das discinesias, permitindo, em diversos casos, a diminuição da dosagem de medicamentos utilizados pelo paciente.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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