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Sol Sertão Online
Colunista
Durante uma viagem de dez dias pelo continente africano, o papa Leão XIV fez um apelo global por paz e coexistência. A declaração, feita durante um voo entre Camarões e Argélia, surge em um momento de tensão diplomática, após críticas públicas proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Através da rede social Truth Social, o presidente norte-americano criticou a postura do pontífice, classificando-o como "fraco" e alegando que sua liderança prejudicaria a Igreja Católica. Trump afirmou ainda que o papa seria "liberal demais" e questionou sua posição sobre a segurança global, chegando a declarar que o líder religioso deveria ser grato a ele por ocupar tal posição.
Um dos pontos centrais das provocações de Trump foi a alegação de que o papa consentiria com a posse de armas nucleares pelo Irã. No entanto, os fatos contradizem a afirmação: em 2025, Leão XIV apelou publicamente por um mundo livre de ameaças nucleares, reiterando no mês passado que as nações devem renunciar a esse tipo de armamento.
O papa Leão XIV afirmou que não teme o governo dos Estados Unidos e que não pretende rebater as críticas com ataques diretos. Em vez disso, o pontífice reforçou seu compromisso com a mensagem do Evangelho, defendendo a construção de pontes de reconciliação e a interrupção de conflitos, especialmente no Oriente Médio, onde solicitou um cessar-fogo no Líbano.
A polêmica entre as duas figuras também envolveu a publicação de uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual Trump aparecia com túnicas e poderes de cura, em estética semelhante à de Jesus. A postagem foi excluída após gerar críticas inclusive entre seus próprios apoiadores.
"Não hesitarei em anunciar a mensagem do Evangelho e em convidar todas as pessoas a procurarem maneiras de construir pontes de paz", concluiu o pontífice.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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