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Sol Sertão Online
Colunista
A turnê do papa Leão 14 por quatro nações africanas teve um desfecho dramático nesta quarta-feira (22). Ao visitar a Guiné Equatorial, o pontífice enfrentou fortes tempestades enquanto saudava multidões, mas o momento de maior tensão ocorreu durante a visita a uma unidade prisional na cidade de Bata.
No local, onde detentos são frequentemente mantidos por anos sem assistência jurídica, segundo a Anistia Internacional, o papa ouviu relatos de prisioneiros em um pátio. Enquanto o pontífice sugeria a criação de oportunidades de estudo e trabalho para os detentos, os presos romperam o protocolo, pulando sob a chuva e gritando por "liberdade" na presença do ministro da Justiça, Reginaldo Biyogo Mba Ndong Anguesomo.
A Guiné Equatorial é governada desde 1979 por Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, tornando-o o presidente com o mandato mais longo do mundo. Apesar de ser amplamente criticada por ser um dos regimes mais repressivos da região, a nação mantém relações estreitas com os Estados Unidos, impulsionadas principalmente por suas vastas reservas de petróleo.
Antes da visita à prisão, o papa Leão 14 celebrou uma missa na maior igreja da África Central, situada em Mongomo, onde utilizou seu discurso para denunciar a desigualdade de riqueza na região.
A jornada foi marcada por pressões de grupos de direitos humanos. Cerca de 70 ONGs publicaram uma carta aberta solicitando que o pontífice interviesse por um tratamento justo e humano para deportados enviados pelos EUA para a Guiné Equatorial, resultado de um acordo firmado durante a gestão de Donald Trump.
No entanto, apesar de ter adotado um tom mais crítico contra o despotismo e a guerra em seus discursos recentes, o papa não abordou publicamente a situação dos deportados nem na Guiné Equatorial, nem em Camarões, a primeira parada de sua turnê.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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