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Início/Saúde
Osteopenia: O 'inimigo silencioso' que fragiliza os ossos e como combatê-lo
Saúde
— Foto: Pexels

Osteopenia: O 'inimigo silencioso' que fragiliza os ossos e como combatê-lo

SS

Sol Sertão Online

Colunista

6 de maio de 2026
5 min de leitura

Cerca de 40% dos adultos em todo o mundo são afetados pela osteopenia, uma condição caracterizada pela perda da densidade mineral óssea. Frequentemente silenciosa, a doença costuma ser diagnosticada apenas após a ocorrência de fraturas ou por meio de exames preventivos, tornando-se um desafio crítico de saúde pública, especialmente entre idosos e mulheres na pós-menopausa.

O que é a osteopenia e como ela ocorre?

O osso é um tecido dinâmico que passa por um processo constante de renovação, chamado remodelação óssea, no qual o tecido antigo é degradado (reabsorção) e o novo é formado. Esse equilíbrio é mantido durante a juventude, com a massa óssea atingindo seu pico geralmente entre os 25 e 30 e poucos anos.

Com o avanço da idade, a reabsorção começa a superar a formação, resultando na redução da densidade. Esse processo é acelerado por mudanças hormonais, como a queda de estrogênio após a menopausa, hormônio que protege os ossos ao desacelerar a reabsorção. Estima-se que metade das mulheres com mais de 50 anos sofrerá ao menos uma fratura por fragilidade.

Fatores de risco e influência do estilo de vida

Além do envelhecimento e de questões hormonais, hábitos prejudiciais podem agravar a perda óssea. O tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o sedentarismo reduzem a resistência do esqueleto ao longo do tempo.

A nutrição também desempenha um papel central. A carência de cálcio e vitamina D limita a capacidade do organismo de manter ossos fortes. Outros fatores, como o uso prolongado de corticoides e doenças que afetam a absorção de nutrientes, como a doença celíaca ou de Crohn, também elevam significativamente o risco.

Diagnóstico e a importância da detecção precoce

A ferramenta principal para a detecção é a densitometria óssea (DXA), um exame de raios-X de baixa dose. O resultado é expresso por um T-score, que compara a densidade do paciente com a de um adulto jovem saudável. Valores entre -1,0 e -2,5 indicam osteopenia, enquanto resultados abaixo de -2,5 diagnosticam a osteoporose.

Identificar a osteopenia precocemente é vital para evitar que a condição evolua para a osteoporose, estágio em que a perda óssea é mais avançada e o risco de fraturas é consideravelmente maior.

Como prevenir e tratar

O manejo da condição foca em desacelerar a perda óssea e reduzir o risco de acidentes. A prática de exercícios com sustentação de peso, como caminhada, dança e musculação, é essencial para estimular a formação óssea. Atividades como o Tai Chi também são recomendadas para aprimorar o equilíbrio e evitar quedas.

A dieta rica em laticínios e vegetais verde-escuros, aliada à suplementação de vitamina D quando indicada, sustenta a estrutura óssea. Em casos de alto risco, médicos podem prescrever medicamentos antirreabsortivos para retardar a degradação dos ossos.

A osteopenia deve ser encarada como um sinal de alerta e uma oportunidade de intervenção. Com mudanças direcionadas no estilo de vida e acompanhamento médico, é possível preservar a saúde do esqueleto e garantir a qualidade de vida a longo prazo.


Referência: Informações adaptadas de G1.

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