%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FU%2FI%2FlrF9GcSHScGogP7pxwVg%2Fpexels-tara-winstead-7723513.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
Cerca de 40% dos adultos em todo o mundo são afetados pela osteopenia, uma condição caracterizada pela perda da densidade mineral óssea. Frequentemente silenciosa, a doença costuma ser diagnosticada apenas após a ocorrência de fraturas ou por meio de exames preventivos, tornando-se um desafio crítico de saúde pública, especialmente entre idosos e mulheres na pós-menopausa.
O osso é um tecido dinâmico que passa por um processo constante de renovação, chamado remodelação óssea, no qual o tecido antigo é degradado (reabsorção) e o novo é formado. Esse equilíbrio é mantido durante a juventude, com a massa óssea atingindo seu pico geralmente entre os 25 e 30 e poucos anos.
Com o avanço da idade, a reabsorção começa a superar a formação, resultando na redução da densidade. Esse processo é acelerado por mudanças hormonais, como a queda de estrogênio após a menopausa, hormônio que protege os ossos ao desacelerar a reabsorção. Estima-se que metade das mulheres com mais de 50 anos sofrerá ao menos uma fratura por fragilidade.
Além do envelhecimento e de questões hormonais, hábitos prejudiciais podem agravar a perda óssea. O tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o sedentarismo reduzem a resistência do esqueleto ao longo do tempo.
A nutrição também desempenha um papel central. A carência de cálcio e vitamina D limita a capacidade do organismo de manter ossos fortes. Outros fatores, como o uso prolongado de corticoides e doenças que afetam a absorção de nutrientes, como a doença celíaca ou de Crohn, também elevam significativamente o risco.
A ferramenta principal para a detecção é a densitometria óssea (DXA), um exame de raios-X de baixa dose. O resultado é expresso por um T-score, que compara a densidade do paciente com a de um adulto jovem saudável. Valores entre -1,0 e -2,5 indicam osteopenia, enquanto resultados abaixo de -2,5 diagnosticam a osteoporose.
Identificar a osteopenia precocemente é vital para evitar que a condição evolua para a osteoporose, estágio em que a perda óssea é mais avançada e o risco de fraturas é consideravelmente maior.
O manejo da condição foca em desacelerar a perda óssea e reduzir o risco de acidentes. A prática de exercícios com sustentação de peso, como caminhada, dança e musculação, é essencial para estimular a formação óssea. Atividades como o Tai Chi também são recomendadas para aprimorar o equilíbrio e evitar quedas.
A dieta rica em laticínios e vegetais verde-escuros, aliada à suplementação de vitamina D quando indicada, sustenta a estrutura óssea. Em casos de alto risco, médicos podem prescrever medicamentos antirreabsortivos para retardar a degradação dos ossos.
A osteopenia deve ser encarada como um sinal de alerta e uma oportunidade de intervenção. Com mudanças direcionadas no estilo de vida e acompanhamento médico, é possível preservar a saúde do esqueleto e garantir a qualidade de vida a longo prazo.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...