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Orçamento apertado: quase metade dos brasileiros recorre a renda extra para fechar as contas
Economia
Dinheiro, real, notas de R$ 100, contagem de cédulas — Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Orçamento apertado: quase metade dos brasileiros recorre a renda extra para fechar as contas

SS

Sol Sertão Online

Colunista

27 de abril de 2026
5 min de leitura

Um levantamento recente revela a fragilidade financeira de grande parte da população brasileira. De acordo com os dados, 59% dos entrevistados afirmam que a renda familiar é insuficiente para cobrir as despesas básicas do dia a dia.

Busca por complementação de renda

Diante do aperto orçamentário, cerca de 45% dos brasileiros recorreram a fontes adicionais de renda, sejam elas formais ou informais, para complementar o orçamento doméstico. Esse cenário é ainda mais crítico entre as famílias de baixa renda: para quem ganha até dois salários mínimos, a percepção de que o dinheiro não é suficiente sobe para 73%.

Queda nos rendimentos e perfil dos afetados

A pesquisa aponta que 40% dos participantes relataram uma queda na renda familiar nos últimos meses. O impacto é sentido com maior intensidade na faixa etária entre 35 e 44 anos, onde quase metade (49%) registrou a diminuição dos ganhos.

Curiosamente, a busca por renda extra é mais frequente entre pessoas com maior escolaridade. O fenômeno ocorre porque esse grupo tende a estar mais inserido no mercado de trabalho, o que amplia as oportunidades de ganhos adicionais, ainda que muitas vezes em condições precárias.

Desigualdade de gênero nas finanças

As mulheres enfrentam as maiores dificuldades para equilibrar as contas e apresentam a visão mais negativa sobre a própria situação econômica. O levantamento indica que 44% das mulheres classificam seu humor financeiro como ruim ou péssimo, enquanto entre os homens esse índice é de 36%.

Essa disparidade é impulsionada por salários menores — com diferenças que podem chegar a 30% em cargos de liderança — e menor participação no mercado de trabalho. Além disso, o índice de endividamento e negativação é superior entre o público feminino, sinalizando maior dificuldade na manutenção das contas em dia.


Referência: Informações adaptadas de G1.

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