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Sol Sertão Online
Colunista
Alemanha, França, Bélgica, Irlanda e Holanda confirmaram o envio de aeronaves para retirar seus cidadãos do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus. O navio tem previsão de atracar no Porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, Espanha, entre as 4h e 6h da manhã deste domingo (horário local).
A operação, coordenada pelos ministros do Interior e da Saúde da Espanha, também contará com o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia. O Reino Unido e os EUA se comprometeram a auxiliar países que não possuem transporte aéreo disponível para o resgate de seus nacionais.
Para minimizar os riscos de contágio, a ministra da Saúde espanhola, Mônica Garcia, informou que os passageiros poderão desembarcar apenas com pertences essenciais. Toda a bagagem restante, assim como os corpos das vítimas fatais, permanecerão na embarcação e serão transportados para a Holanda para a devida desinfecção.
O uso de máscaras será obrigatório para todos os evacuados. Apesar da gravidade do surto, as autoridades afirmam que o risco para a população geral permanece baixo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirma que pelo menos três pessoas morreram a bordo do navio, que realizava a rota da Argentina para Cabo Verde. Outros cinco passageiros foram infectados. Suspeita-se que a origem do contágio possa estar relacionada a um voo em Joanesburgo, na África do Sul.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebrey, já se encontra na Espanha para supervisionar a operação. Ghebrey informou estar em contato direto com a tripulação e ressaltou que, no momento, não há novos passageiros apresentando sintomas, embora tenha alertado para a possibilidade de novos casos devido ao longo período de incubação do vírus.
O surto teve início em abril. O primeiro óbito ocorreu no dia 11, seguido pela esposa da vítima em 26 de abril, após desembarque em Santa Helena e viagem para a África do Sul. Uma terceira vítima, de nacionalidade alemã, faleceu em 2 de maio.
O primeiro caso confirmado foi de um cidadão britânico, que permanece em terapia intensiva na África do Sul. Outros pacientes encontram-se em estado estável ou já foram encaminhados para seus países de origem.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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