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Sol Sertão Online
Colunista
Investigações da Polícia Federal, no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, revelaram que um agente da corporação atuava sistematicamente na prestação de serviços ilegais para um grupo conhecido como "A Turma", ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o agente Anderson Wander da Silva Lima, que trabalhava na Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, mantinha uma relação estável com Marilson Roseno da Silva, um policial federal aposentado e integrante do núcleo "A Turma". Segundo a PF, esse grupo era responsável por realizar ameaças violentas contra adversários de Vorcaro.
As evidências colhidas apontam que a colaboração criminosa teve início em agosto de 2023. Em mensagens interceptadas, Anderson Wander teria enviado um áudio a Marilson oferecendo a realização de "trabalhinhos" ilegais, evidenciando que não realizava consultas isoladas, mas que estava integrado a um circuito de demandas futuras mediante remuneração.
Entre as irregularidades apontadas, o agente teria verificado a localização de um indivíduo no Chile e, em fevereiro de 2024, fornecido dados sigilosos de um inquérito sobre crimes financeiros relacionados a Daniel Vorcaro. Para acessar as informações do processo, Anderson teria contado com o auxílio de outros três colegas da Polícia Federal.
As investigações também revelaram que o agente prestou informações sobre uma intimação recebida por Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, que foi preso durante a operação deflagrada nesta quinta-feira (14).
Referência: Informações adaptadas de G1.
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