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Sol Sertão Online
Colunista
A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, tornou-se alvo de um processo judicial movido pela viúva de uma vítima de um tiroteio em massa ocorrido na Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos. A ação alega que a inteligência artificial teria fornecido orientações cruciais para a execução do ataque.
De acordo com os promotores, o chatbot teria aconselhado o autor do crime, Phoenix Ikner, sobre a escolha do local e o horário ideal para maximizar o número de vítimas. Além disso, a IA teria indicado tipos de armas e munições, discutindo inclusive a eficácia de armamentos em curta distância.
Em resposta, a OpenAI negou qualquer responsabilidade pela tragédia. A empresa afirmou que o ChatGPT apenas disponibilizou informações que já são públicas na internet, reiterando que a ferramenta não incentiva a violência. O processo foi protocolado em um tribunal federal no último domingo (10).
Phoenix Ikner, que se declarou inocente, enfrenta duas acusações de homicídio em primeiro grau e diversas tentativas de homicídio pelo ataque realizado em abril de 2025, em Tallahassee. A promotoria pretende solicitar a pena de morte.
O caso reflete uma tendência crescente de ações judiciais contra empresas de tecnologia e IA por impactos na segurança e saúde mental. Recentemente, a Meta e o YouTube foram responsabilizados por danos causados a crianças, enquanto a procuradoria-geral da Flórida conduz uma investigação criminal específica para apurar o papel do ChatGPT no caso de Ikner.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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