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Sol Sertão Online
Colunista
Familiares das vítimas de um dos massacres mais letais da história do Canadá entraram com uma ação judicial contra a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, e seu CEO, Sam Altman. O processo, movido em um tribunal federal de São Francisco, nos Estados Unidos, acusa a empresa de ter omitido informações cruciais que poderiam ter evitado a tragédia.
O ataque ocorreu em fevereiro, na cidade de Tumbler Ridge, Colúmbia Britânica. A atiradora, Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, matou oito pessoas — incluindo cinco alunos de 12 e 13 anos e uma assistente educacional — além de sua mãe e seu meio-irmão. Após a sequência de crimes, a atiradora cometeu suicídio.
De acordo com a denúncia, os sistemas automatizados da OpenAI haviam identificado a atiradora como uma ameaça potencial oito meses antes do crime. Em junho de 2025, conversas no ChatGPT descrevendo cenários de violência armada foram sinalizadas, e a própria equipe de segurança da empresa teria recomendado que a polícia fosse notificada.
O processo alega que a cúpula da OpenAI ignorou tais recomendações para evitar que o volume de conteúdos violentos na plataforma se tornasse público, o que poderia prejudicar a imagem da empresa e comprometer a busca por uma oferta pública inicial (IPO) avaliada em quase US$ 1 trilhão.
Em nota, a OpenAI classificou o ocorrido como uma "tragédia" e reiterou sua política de tolerância zero para o uso de suas ferramentas em atos violentos. A empresa afirmou que aprimorou suas salvaguardas e a detecção de ameaças, além de oferecer suporte de saúde mental a usuários em estado de angústia.
Anteriormente, Sam Altman manifestou "profundo arrependimento" em uma carta aberta por não ter sinalizado a conta da atiradora às autoridades canadenses.
Este caso integra uma série de processos contra empresas de inteligência artificial por suposta falha na prevenção de automutilação e violência. Os autores da ação buscam indenizações e a imposição de protocolos obrigatórios de notificação às autoridades policiais.
Além deste caso, a OpenAI enfrenta outras disputas judiciais nos EUA e é alvo de uma investigação criminal na Flórida devido ao papel do chatbot em um tiroteio universitário ocorrido em 2025.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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