
Sol Sertão Online
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Um total de onze dos 27 governadores estaduais renunciaram aos seus mandatos para concorrer nas eleições de outubro. O prazo para a desincompatibilização, crucial para evitar o uso da máquina pública em campanhas eleitorais, encerrou-se no último sábado. A regra, que exige a saída do cargo para políticos com pretensões eleitorais, tem como exceção a tentativa de reeleição, permitindo que o presidente e nove governadores atuais permaneçam em suas posições.
Entre os que deixaram o comando de seus estados, destacam-se Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, que já se lançaram na disputa presidencial. Os demais oito governadores renunciantes têm como provável destino o Senado, que neste ano terá 54 de suas 81 cadeiras renovadas. A eleição para o Senado é vista como estratégica, dada a sua importância na aprovação de leis e na sabatina de importantes indicações, como para o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), que inicialmente havia declarado a intenção de concluir seu mandato, mudou de posição e renunciou no último dia permitido, embora o cargo pretendido ainda não tenha sido oficialmente anunciado, mas a aposta é para o Senado.
A renúncia ao cargo de governador para disputar outra eleição é definitiva. Caso o político desista da candidatura após a saída ou perca a disputa, não poderá reassumir o mandato anterior. A oficialização das candidaturas ocorrerá apenas em agosto, após as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com a saída do governador, o vice assume e pode concorrer a um novo mandato, cenário que se espera na maioria dos estados. Contudo, o Rio de Janeiro apresenta uma particularidade: a ausência de um vice levou à necessidade de uma nova eleição para um mandato-tampão, cuja modalidade (direta ou indireta) ainda será decidida pelo STF. Soma-se a isso a inelegibilidade de Cláudio Castro, condenado por abuso de poder, que, mesmo podendo recorrer e buscar registro de candidatura, terá seus votos considerados válidos apenas se reverter a condenação.
No Amazonas, o vice Tadeu de Souza (Republicanos) também renunciou, com o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade (União Brasil), assumindo o governo interinamente.
Além dos governadores, dez prefeitos de capitais também renunciaram aos seus cargos para concorrer nas eleições deste ano.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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