
Sol Sertão Online
Colunista
A capsulite adesiva, popularmente conhecida como "ombro congelado", é uma condição inflamatória que pode transformar tarefas simples do cotidiano — como vestir uma roupa ou pentear o cabelo — em desafios extremamente dolorosos. A doença ocorre quando a cápsula que envolve a articulação do ombro, normalmente flexível, torna-se espessa e rígida, restringindo drasticamente a mobilidade do braço.
Estima-se que a condição afete entre 2% e 5% da população, com incidência significativamente maior em mulheres entre 40 e 60 anos. Especialistas investigam a relação direta entre a queda dos níveis de estrogênio durante a menopausa e o surgimento da patologia. A redução desse hormônio pode aumentar a presença de citocinas inflamatórias e diminuir a produção de líquido sinovial, essencial para a lubrificação das articulações.
Dados publicados no periódico Journal of Clinical Medicine sugerem que falhas na sinalização do estrogênio enfraquecem a proteção anti-inflamatória do corpo. Além disso, estudos indicam que a terapia de reposição hormonal pode atuar como um fator de redução de risco para o desenvolvimento do ombro congelado.
Embora as alterações hormonais sejam um ponto central, a capsulite adesiva é frequentemente associada a outras condições metabólicas. Pacientes com diabetes, por exemplo, possuem uma probabilidade cinco vezes maior de desenvolver a doença. Outros fatores de risco incluem o hipotireoidismo, altos níveis de colesterol, baixo Índice de Massa Corpórea (IMC) e quadros de estresse prolongado.
A evolução da capsulite costuma seguir três etapas previsíveis: a fase dolorosa, caracterizada por dor intensa; a etapa do congelamento, onde ocorre a perda progressiva de mobilidade; e a fase de descongelamento, momento em que os movimentos retornam gradualmente.
O tratamento geralmente combina o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e bloqueios anestésicos para controle da dor. A fisioterapia é considerada essencial, porém deve ser aplicada no momento correto: forçar a movimentação durante a fase de dor aguda pode agravar a inflamação. A reabilitação física torna-se fundamental após a redução da dor, visando recuperar a amplitude de movimento. A intervenção cirúrgica é rara, sendo indicada apenas para casos que não respondem ao tratamento clínico.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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