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Sol Sertão Online
Colunista
Uma tendência preocupante tem ganhado força nas redes sociais entre jovens homens: o looksmaxxing. O movimento, promovido por influenciadores de masculinidade, prega a "maximização da aparência" a qualquer custo, incentivando práticas extremas para atingir um padrão rígido de beleza, que exige traços faciais esculpidos e musculatura visível.
Entre as práticas mais alarmantes está o chamado "bone-smashing", onde jovens são incentivados a desferir golpes nos próprios ossos do rosto para tentar alterar a estrutura do maxilar. Médicos alertam que a prática pode causar sangramentos, hematomas graves e danos permanentes nos tecidos moles.
Um dos principais expoentes do movimento, Braden Peters (conhecido como Clavicular), chegou a defender a "quebra de ossos" e admitiu o uso de esteroides e metanfetamina para a perda de gordura e ganho de massa muscular. Recentemente, o influenciador atraiu atenção negativa ao desmaiar durante uma transmissão ao vivo.
Dados de análise do TikTok revelam a magnitude do problema: apenas em março, as buscas por truques de looksmaxxing atingiram o pico de 1,9 milhão de pesquisas diárias, principalmente entre homens de 18 a 24 anos. Uma pesquisa da entidade Movember indica que quase dois terços dos rapazes entre 16 e 25 anos nos EUA, Reino Unido e Austrália consomem regularmente esse tipo de conteúdo.
Em resposta, médicos e nutricionistas têm surgido como "contrainfluenciadores" para combater a desinformação. O Dr. Michael Mrozinski, médico esportivo, descreve a tendência como um "monstro" que transforma rotinas simples de cuidados com a pele em práticas autodestrutivas e perigosas.
James Brash, nutricionista, reforça que, embora a atividade física e a dieta sejam benéficas, o problema reside em conselhos baseados em evidências frágeis ou inexistentes, que empurram versões irreais e limitadas de masculinidade para jovens que, muitas vezes, ainda nem passaram pela puberdade.
Paralelamente, organizações como a Beyond Equality buscam promover visões mais saudáveis de masculinidade. O objetivo é substituir a busca individual e obsessiva pela perfeição por conceitos de comunidade, gentileza e força emocional, combatendo a pressão estética tóxica imposta pelo ambiente digital.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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