%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fc%2FA%2FkaDxygT2mHA9hm5kEIEQ%2Fap26122349472718-2000px.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
Centenas de jovens se reuniram neste sábado (02) em um parque às margens do Rio Han, em Seul, na Coreia do Sul, para participar de um evento inusitado: o "Concurso de cochilo revigorante". Promovida pelo Governo Metropolitano de Seul, a competição, que já está em sua terceira edição, busca dar visibilidade a um problema crônico da sociedade sul-coreana: a privação severa de sono causada por jornadas de trabalho e estudo exaustivas.
Para participar da disputa, os candidatos precisavam atender a requisitos específicos, como vestir roupas que remetessem a contos de fadas — como príncipes ou a Bela Adormecida —, além de estarem genuinamente cansados e alimentados. A cena no gramado refletia o cansaço latente de uma metrópole que opera 24 horas por dia e é marcada por uma competitividade extrema.
Entre os participantes estava Park Jun-seok, estudante de 20 anos, que relatou sobreviver com apenas três ou quatro horas de sono por noite, compensando o déficit com cochilos rápidos durante o dia. Ao seu lado, a professora de inglês Yoo Mi-yeon, de 24 anos, chamou a atenção ao utilizar um macacão de pelúcia de coala.
A dinâmica do evento envolveu a distribuição de máscaras oculares e o monitoramento da frequência cardíaca dos competidores. O objetivo era identificar quem alcançava a leitura mais estável, indicando um estado de sono profundo e tranquilo. O grande vencedor foi um homem na faixa dos 80 anos, enquanto o segundo lugar ficou com Hwang Du-seong, de 37 anos.
O evento serve como um alerta social. De acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Coreia do Sul figura como uma das nações com as maiores cargas de trabalho e os menores índices de sono entre os países membros.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...