Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Um estudo abrangendo 568 mil pessoas e publicado na revista Science associou o home office a maiores períodos de isolamento social e ao aumento do sofrimento psicológico. A pesquisa, realizada por instituições como Harvard e a Reserva Federal de Nova York, alerta que esses efeitos podem ser graduais e passar despercebidos pelos profissionais por anos.
Os dados indicam que o trabalho remoto eleva o tempo gasto sozinho, impactando severamente quem mora sozinho, grupo que apresenta um sofrimento psicológico aproximadamente duas vezes maior do que quem reside com a família. O estudo ressalta que o ambiente corporativo é uma fonte essencial de conexões sociais, frequentemente superior a clubes ou vizinhanças para a formação de amizades.
Como consequência, houve um aumento na procura por serviços de saúde mental e no uso de medicamentos. Trabalhadores remotos apresentaram 4,6% mais probabilidade de buscar auxílio profissional e um crescimento de 1,8% nas prescrições para ansiedade e depressão, descartando-se a hipótese de que a flexibilidade do home office tenha facilitado apenas consultas de rotina.
Apesar dos riscos, a maioria dos profissionais manifesta preferência pelo modelo remoto, chegando a aceitar reduções salariais para mantê-lo. No entanto, os pesquisadores advertem que essa satisfação imediata pode mascarar a deterioração do bem-estar, cujas consequências demoram a se manifestar plenamente.
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