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Sol Sertão Online
Colunista
Teerã, Irã – O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, segue afastado da vida pública e sob rigorosos cuidados médicos após ter sido gravemente ferido em ataques aéreos realizados por Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro. O novo governante, escolhido por um conselho de clérigos, assumiu o posto após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que liderava o país desde 1989.
Mojtaba Khamenei enfrenta agora um complexo processo de recuperação. O líder já foi submetido a três cirurgias na perna e deverá receber uma prótese. Além disso, passou por procedimentos em uma das mãos, onde recupera lentamente os movimentos, e apresenta queimaduras severas no rosto e nos lábios, o que comprometeu sua fala e demandará cirurgias plásticas no futuro.
O tratamento é coordenado por uma equipe médica especializada, que conta com a participação direta do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian — que é cirurgião cardíaco —, e do ministro da Saúde. Apesar da gravidade das lesões, autoridades iranianas asseguram que o aiatolá permanece mentalmente lúcido e participativo.
Devido ao temor de rastreamento e novos ataques, o líder supremo permanece em local secreto, com acesso extremamente restrito. A comunicação com Khamenei ocorre de forma rigorosa: as mensagens são escritas à mão, seladas em envelopes e transportadas por mensageiros confiáveis através de rotas terrestres. As orientações do líder retornam ao governo seguindo a mesma cadeia humana de entrega.
No sistema teocrático iraniano, o líder supremo detém o poder máximo do Estado, supervisionando o presidente eleito e comandando instituições estratégicas, incluindo a Guarda Revolucionária. No entanto, a fragilidade física e as preocupações de segurança forçaram a delegação de decisões importantes aos generais do país.
Esse cenário provocou um deslocamento político, fortalecendo a ala militar linha-dura e reduzindo a influência dos clérigos. Analistas apontam que os laços estreitos de Khamenei com os militares, formados durante sua juventude na guerra Irã-Iraque, consolidaram os generais como a força dominante na gestão atual do Estado.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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