
Sol Sertão Online
Colunista
O governo federal lançou a nova fase do programa Desenrola, voltada para cidadãos com renda mensal de até cinco salários mínimos. A iniciativa permite a renegociação de débitos contraídos até 31 de janeiro de 2026, desde que o atraso esteja compreendido entre 90 dias e dois anos.
Estão aptas para a renegociação as dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). Como facilitador para a quitação dos débitos, os beneficiários poderão utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
As reduções no valor das dívidas variam de 30% a 90%, a depender da modalidade do débito. Para as modalidades de cartão de crédito e cheque especial, o desconto mínimo inicia em 40% para atrasos entre 90 e 120 dias, podendo chegar a 90% para dívidas com maturidade de um a dois anos.
O programa prevê que os valores renegociados sejam quitados em um prazo de até quatro anos. O objetivo da medida é transformar débitos considerados impagáveis em parcelas que caibam no orçamento do consumidor.
A nova edição do Desenrola está estruturada em quatro linhas principais: Desenrola Famílias, Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), empresas e dívidas rurais destinadas à agricultura familiar.
A iniciativa ocorre em um momento de forte pressão financeira sobre a população. De acordo com dados do Banco Central, o endividamento das famílias atingiu 49,9% em fevereiro, o maior patamar da série histórica iniciada em 2005. No mesmo período, o comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida bateu recorde, chegando a 29,7%.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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