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O navio-tanque Rich Starry, de propriedade chinesa, tornou-se a primeira embarcação a atravessar o Estreito de Ormuz e deixar o Golfo desde que os Estados Unidos implementaram um bloqueio naval na região. A manobra ocorre apesar das sanções impostas pelo governo americano à embarcação e à sua proprietária, a Shanghai Xuanrun Shipping Co Ltd, por negociarem com o Irã.
O petroleiro de médio porte transportava cerca de 250 mil barris de metanol, carregados em Hamriyah, nos Emirados Árabes Unidos. Além do Rich Starry, outro navio sancionado, o Murlikishan, também entrou no estreito nesta terça-feira (14), com a previsão de carregar óleo combustível no Iraque.
O bloqueio naval é parte de uma estratégia do presidente Donald Trump para promover o estrangulamento financeiro do governo iraniano. Como o petróleo representa entre 10% e 15% do PIB do Irã, a medida visa cortar receitas essenciais para forçar Teerã a aceitar um acordo de paz nos termos norte-americanos.
A medida, no entanto, tem gerado instabilidade nos mercados internacionais. O preço do barril de petróleo Brent já superou a marca de US$ 100, registrando uma alta superior a 8%, o que pode intensificar a inflação global e a pressão econômica nos próprios Estados Unidos.
Analistas indicam que a situação pode forçar a China, principal compradora de petróleo da região, a adotar uma postura mais ativa para estabilizar o fluxo energético. Paralelamente, o cenário coloca em risco o frágil cessar-fogo de duas semanas estabelecido entre Washington e Teerã.
O regime iraniano, que anteriormente permitia a passagem de parceiros estratégicos mediante o pagamento de pedágios, classificou a ação dos EUA como "ilegal e um exemplo de pirataria". A Guarda Revolucionária do Irã alertou que qualquer tentativa de aproximação militar no Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo e respondida com severidade.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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