
Sol Sertão Online
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a ilha não cederá às pressões dos Estados Unidos após a ampliação de sanções impostas pelo governo de Donald Trump. Em declarações públicas, o líder cubano classificou a postura americana como perigosa e sem precedentes, destacando que o povo cubano está determinado a defender a soberania nacional em cada centímetro do território.
Díaz-Canel apelou à comunidade internacional contra o que definiu como um "ato criminoso" destinado a satisfazer os interesses de grupos influentes e ricos. O presidente cubano descreveu as novas medidas coercitivas como um reforço ao bloqueio que classifica como "brutal e genocida", criticando o comportamento da maior potência militar do mundo.
O decreto assinado por Donald Trump amplia as sanções contra indivíduos, entidades e afiliadas que apoiem o aparato de segurança do governo cubano ou que estejam envolvidas em corrupção e violações graves de direitos humanos. As restrições abrangem setores estratégicos da economia, incluindo energia, defesa, mineração e serviços financeiros.
De acordo com a Casa Branca, as sanções podem ser aplicadas a qualquer pessoa estrangeira que opere nesses setores ou facilite transações com os alvos citados no decreto, estabelecendo a aplicação de sanções secundárias.
A tensão atingiu um novo patamar após Donald Trump sugerir a possibilidade de os Estados Unidos "assumirem o controle" de Cuba de forma imediata, indicando que tal ação poderia ocorrer após a conclusão de operações militares no Irã. O presidente americano afirmou que prefere terminar o trabalho no Oriente Médio antes de avançar sobre a ilha.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reagiu às medidas, afirmando que as sanções — anunciadas durante as comemorações do Dia Primeiro de Maio — visam impor uma "punição coletiva ao povo cubano", mas assegurou que a população não será intimidada.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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