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Sol Sertão Online
Colunista
O primeiro grande julgamento envolvendo inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos caminha para a conclusão. Após três semanas de audiências intensas sobre o processo movido por Elon Musk contra os cofundadores da OpenAI, o júri deve iniciar as discussões para definir o veredito do caso.
Durante as sessões, Musk afirmou ter sido "idiota" ao investir US$ 38 milhões na fundação da OpenAI em 2015, alegando ter fornecido o financiamento inicial, o nome e a rede de contatos sem a devida proteção contratual. O empresário criticou a evolução da empresa, hoje avaliada em US$ 800 bilhões, e reiterou sua preocupação com a segurança da humanidade diante de uma IA nas mãos erradas.
O CEO da OpenAI, Sam Altman, rebateu as críticas em seu depoimento. Segundo Altman, em 2017, Musk teria solicitado 90% das ações da companhia e se recusado a assinar um compromisso de divisão de controle. A defesa argumentou que seria inaceitável deixar o desenvolvimento de uma tecnologia tão poderosa sob o comando de apenas um indivíduo.
O julgamento trouxe à tona registros pessoais de Greg Brockman, presidente da OpenAI, que mencionavam a intenção de lucrar e remover Musk da estrutura da empresa. Brockman negou qualquer irregularidade e afirmou que, em determinado momento de 2017, sentiu que Musk tentaria agredi-lo fisicamente.
Outro ponto de destaque foi o depoimento de Shivon Zilis, ex-membro do conselho da OpenAI e mãe de quatro filhos de Musk. Questionada sobre sua relação com o bilionário, Zilis admitiu a existência de momentos românticos, enquanto a OpenAI sustenta que ela atuava como informante de Musk dentro da organização.
O desfecho do caso pode depender de trocas de mensagens que sugerem que Musk já tinha conhecimento dos rumos da OpenAI muito antes de 2023. Caso essa tese seja confirmada, a justiça poderá rejeitar o processo antes mesmo que os jurados cheguem a uma decisão final.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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